13 de abril de 2014

"Homenagem" às Musas - Coluna Insolência Quinzenal


Escrevo por hoje razoavelmente pois também escrevi textos horríveis que me serviram tão-só para treino. Depois jogar no lixo? Bem... Um ao menos se livrou de tal destino! Publico cá minha nojeira para me lembrar sempre de que já fui ruim de doer. Eis então a prova do crime! Camões é gênio: vergonha tenho de tamanha blasfêmia! Devo ter colocado, quando fiz tal bosta, minha cabeça numa privada recém-cagada. Mas... No mais: cuidado com os olhos!



Oh Camões, grande Camões, eu te comparo
A um saco no açougue pendurado.
“O que tem a ver saco e açougue?”: pergunta Camões.
É que saco e Camões são grandes ilusões.

O que é ilusão? Pergunto eu, meu coração!
Meu grande amor: cuidado! Ficai atento:
Camões, sim, aquele lá, é pior que desalento
Que só serve para a ameba de distração.

É sim um grande falso. É uma grande ameba.
De epopéia à lírica é uma grande droga.
Assim é que o falso inteligente se comporta.

Uma rima mal feita: não sabe o português.
Prefiro dez mil vezes Antero de Quental
De que me prostituir deste grande mal:

Os Lusíadas!


Em letra de fôrma fica tão bonito!... Vem a ser uma de minha tentativas, certamente malograda, de fazer poesias satíricas. Tem outro que tentei fazer para Gregório de Matos mas acabou por ficar incompleto... Que pena: não? Só mais um poucochinho de tortura: sim? Aviso: bem estranho...

Gregório de Matos Guerra: que nome bestial!
Nome de um boboca que se diz radical
Mas na verdade era para estar vestido de mocinha.
Com um belo vestido: de espartilho e calcinha.


Bem: CHEGA!

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