18 de agosto de 2013

Os Autênticos Grimórios - Coluna Insolência Quinzenal

"O Sonho da Águia"

Não acredito na magia. Tudo pode ser bem explicado. Desconhecemos ainda tal coisa? Vamos saber dela mais adiante com o passar do tempo mais o progresso de nossa ciência sobre. Nunca conheceremos tudo? Pode ser! Mas é pela vastidão enorme de tudo que sempre teremos algo para conhecer e não por ter um oculto sem qualquer explicação plausível. Podemos entender então tudo pela razão. A sabedoria suprema fez tudo racionalmente portanto.

Porém entendendo de forma subjetiva qualquer magia também creio nos grimórios. Quê? Talvez ao saber dos títulos vou receber a compreensão devida. Mas... Quais? Não são “A Franga Preta”. Nem “A Chave de Salomão”. Tampouco “Capa Preta” célebre! São “A Divina Comédia”. “Jerusalém Libertada” também. “Os Lusíadas” tão nosso. Mais “Ilíada” sem dúvida: com “Odisséia”! Sem contar “Paraíso Perdido”... Lembrar “Eneida” não é ruim.

E lá são grimórios! São epopéias! Bem... As minha explicações assim.

É mágico também aquilo que nos encanta. Não só portanto magia no sentido restrito. Mas encanta de que modo? Nos livros acima citados, os verdadeiros grimórios, podemos conhecer as várias possibilidades das vidas humanas sem precisar adquirir a maturidade de pessoas idosas bastando lê-los.

E magistralmente são descritas por mãos inspiradas. Então aprendemos por elas os caminhos que nos levam aos infernos e céus. Ou como conquistar algo sagrado. Também enfrentar os elementos ou modelar a língua para construir por ela novas expressões mais eficazes e profundas que nem as filosóficas. Ou ter ciência de por onde nossa raiva desmedida pode nos levar. Ou como nos livrar de tantas enrascadas que podem durante nossa vida ser encontradas. Igualmente conhecemos os demônios e suas ações. Ou sabemos a maneira de fundar uma cidade que se faz eterna.

Tais lições encantatórias são para pessoas realmente sábias: boas leitoras portanto. Quem defende bruxaria pode distorcer até minhas argumentações apresentadas aqui quando diz que praticamente tudo vem a ser mágico. Por favor! Tudo pode ser praticamente também idiotice, feiticeira, de sua cabeça: que tal?

Mais acrescentemos: os magos orientais encontraram Jesus na manjedoura quando fizeram Astronomia: sem astrologia portanto. Souberam ler assim as estrelas. “Quem tem ouvidos ouça!”

"Vasco da Gama na Ilha dos Amores"


e-mail: sergio@leialiteratura.com



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