20 de agosto de 2013

O Homem que Não Queria Ser Papa - Andreas Englisch


Sinopse
Não é nenhum segredo que Joseph Ratzinger, o brilhante teólogo da Baviera, não queria ser papa. Mas o quão árduo e penoso foi esse percurso é somente revelado neste livro de Andreas Englisch, que escreveu de dentro do olho do furacão!
A decisão mais importante do pontificado de Bento XVI talvez tenha sido desistir do poder e, ao mesmo tempo, enfrentar o Colégio Cardinalício que tanto conspirou contra ele. O pensador erudito dá, assim, prova de coragem e humildade, atestando não ter a menor vocação nem para a hipocrisia nem para ser santificado.
Acusado de reacionário, o papa demissionário deixa claro com seu gesto que o cargo não é nem vitalício nem sagrado. É político. Surpreende e afronta a poderosa Cúria Romana, causando-lhe estupor.
Ao mesmo tempo que 'joga a toalha', desistindo de enfrentá-la e de se deixar manipular. Neste livro, intrigas, encontros secretos e casos de morte vão se mesclando a debates de cunho teológico, conflitos explosivos e à personalidade do papa. Uma trama digna de romance de suspense, mas que se revela realidade. Um relato emocionante e verdadeiro, que vai fazer você entender melhor como funciona o Vaticano e o que levou o papa a renunciar.

Gosto de ler o tomo grosso sobre Bento XVI do senhor Englisch. Porém as ressalvas mando. Quem escreve tal livro não é pessoa católica conservadora. Também antipatia tem, alguma pelo menos, com Ratzinger: apesar de tentar melhorar sua postura com o papa personagem durante seu livro... Mas logo larga qualquer esforço de considerar Bento bom papa no seu próximo livro sobre Francisco. Larga de vez Ratzinger em Castel Gandolfo trancafiado.

Por falar no livro dele sobre Francisco: tal vem a ser a continuação deste que faço resenha. Portanto diz mais sobre Bento saindo. Menos sobre Francisco chegando. Tal livro cá resenhado não trata de todo pontificado mas interrompido vai bruscamente. Bem... Apesar das ressalvas anteriormente dadas Englisch faz bom jornalismo. Também dá muitos elementos em prol da defesa do pontificado do papa Teólogo.

Bento XVI é de pensar. É de saber. Ele tem meu carinho por conta disso. Tratou da religião com mais devoção e menos política. Defendeu nossa Tradição Ocidental. Também a Sã Doutrina Católica. Mas Englisch prefere claramente João Paulo II com seu carisma. Com sua tolerância bem exagerada para com outras religiões. Enfim suas viagens espetaculares. Ainda não li seu livro sobre “João de Deus”: deve ser uma rasgar de seda quase constante...

Certamente que Ratzinger não é carismático! Todavia Bento quis o Catolicismo próximo de sua tradição. Expresso foi tal desejo por exemplo nas suas catequeses dedicadas aos pais e mães da cristandade. Também na volta do rito chamado tridentino. Sem contar a própria simbologia rica das cerimônias no vaticano com esplendor digno de nota. Para qualquer religião importância fundamental tem toda simbologia dela: bom frisar!

Entretanto Ratzinger não foi compreendido. Certamente não tinha jeito para tratar das ingerências católicas tendo que renunciar sem conseguir impor a Cúria Romana, por exemplo, seu poder. Quantas vezes autoridade quase nenhuma foi demonstrada por ele! Questionamos até: poder algum podia ter? Englisch mostra quão Bento ficou só com o governo da barca de Pedro. Quão as más interpretações de suas atitudes custaram. Quão assim era frágil.

Vamos acrescentar a gostosura de ler Englisch. Talvez por ele ter escrito romances habilidade tenha com as palavras. Ele sabe contar estórias. Sim: estórias. Um detalhe fundamental para compreender aquilo que diz Andreas. Estórias não são invenções. Mas igualmente não são de forma restrita fatos. É sempre bom contrabalançar qualquer jornalista com outras pessoas que dêem as mesmas informações: daqui podemos tirar a verdade.

Boa leitura!

 
(3 de 5 / Bom)

e-mail: sergio@leialiteratura.com

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