21 de fevereiro de 2013

A Mandrágora (Nicolau Maquivael) - Resenha


Sinopse
A Mandrágora é a maior comédia da literatura italiana escrita como “divertimento em tempos tristes”. Peça de alto teor erótico e humor sarcástico, Belfagor, o Arquidiabo narra a história de um diabo que é mandado à terra para, através do matrimônio, verificar se é verdade que todos os homens que chegam ao Inferno apresentavam como causa única de estarem ali o fato de serem casados na vida terrena. O conto de Maquiavel reflete, em parte, a posição da mulher na sociedade medieval. Já A Mandrágora, escrita como divertimento em tempos tristes, é uma crítica contundente ao clero que tudo faz por amor e dinheiro, aos nobres por sua vida vazia e mesquinha.

Como filósofo Maquiavel tem ótimos textos, mas no literário A Mandrágora vemos uma peça teatral sem grande brilho que se destaca por ser uma divertida e bem escrita crítica social. 

Os personagens são tratados apenas como elementos arquetípicos para contar a história, por isso não podem ser descritos como marcantes. Mas cada um desempenha papel importante na ideia do autor de revelar mazelas sociais.

Temos o marido idiota, a mulher promíscua, o frei inescrupuloso, o maquinador do golpe... Cada um deles exercendo papel importante no ato de consumar a traição que o apaixonado protagonista Calímaco quer realizar. 

Com essa proposta lúdica e irônica, a obra praticamente não pretender se aprofundar ou detalhar; o resultado acaba sendo uma leitura recreativa que provavelmente não será lembrada por muito tempo. 

Quando foi publicada pela primeira vez no início do Século XVI, o livro tinha o atrativo de descrever sua realidade de uma forma crítica e ousada até então pouco comum.  Hoje, o registro não soa tão impactante.

A Mandrágora fica sendo então uma peça de teatro que envelheceu mas que continua funcionando dentro de uma proposta. Não espere uma leitura inesquecível, mas momentos de bom divertimento; principalmente se você contextualizar enquanto ler. 



2 de 5 (Regular)



Um comentário:

  1. Bacana a sua resenha... Mas acho que poderia ter falado um pouco mais sobre a proposta que a historia apresenta.
    De qualquer forma, me ajudou bastante! Grata.

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