8 de janeiro de 2013

Código dos Homens Honestos (Honoré de Balzac) - Resenha

Nova Fronteira
Grande nome do realismo, Balzac era um observador e tanto da personalidade humana, representada pelos personagens imperfeitos de suas obras que desafiam concepções simplistas de bem e mal.

Em O Código dos Homens Honestos vemos o autor ainda jovem criando o que hoje conhecemos como autoajuda. Entretanto, fica evidente que o propósito da obra é ser muito mais uma crítica social irônica que um guia a ser consultado na vida cotidiana.

Balzac sempre se aproveita das dicas para salientar algum aspecto da vida em sociedade onde se tenta tomar as posses do homem honesto. Nesse contexto, entram em pauta os mais diferentes tipos de ladrões passando por várias camadas sociais, gêneros e profissões.... Poucos são poupados. 

Assim, o grande chamariz do livro acaba sendo mesmo a visão sarcástica do escritor a respeito dos indivíduos e de como os ganhos conduzem seu comportamento e índole; um assunto que ele vai tratar em toda sua série de livros: a chamada "Cómedia Humana" . 

O resultado é um título leve e de fácil compreensão que conquista pela habilidade de Balzac em descrever com ironia vários episódios visíveis em maior ou menor grau em nosso cotidiano, mesmo depois de dois séculos. 

É verdade que alguns dos casos apresentados não são assim tão atuais e outros realmente são muitos mais lúdicos que realistas. De toda forma, não chega a prejudicar a leitura se encararmos o livro com a despretensão que com que ele se mostra.

Código dos Homens Honestos na verdade não traz o que promete em seu título de forma literal, mas consegue divertir o leitor pela sagacidade com que Balzac encara e descreve a realidade conduzida pelos bens, além de poder proporcionar momentos de reflexão para muitos que passaram por situações similares. 


 


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