19 de dezembro de 2012

Batman: A Piada Mortal - Crítica



Sem paciência para um texto grande? Aqui vai uma versão resumida:

História objetiva e bem desenvolvida que representa muito bem quem são Batman e Coringa ao sugerir a curiosa relação que ambos tem entre si. Além de ser um episódio marcante para o universo do homem-morcego.

No quesito arte a qualidade não fica atrás com traços, cores e ângulos completamente condizentes com o clima que Alan Moore (o autor) quer inserir na trama. 

Uma boa história para novatos e quase obrigatória para os fãs do homem-morcego. 


4 de 5 (Muito Bom)


Versão elaborada para os mais dispostos:


Quem conhece HQs de super-heróis certamente já está cansado de saber quem é o inglês Alan Moore; autor de histórias consagrados como O Cavaleiro das Trevas e Watchmen. Assim seu nome já virou sinônimo de qualidade.

Em A Piada Mortal vemos justamente a habilidade de Moore em ação numa trama bem objetiva onde as poucas páginas conseguem abordar competentemente mais de um tema complexo.

Moore
A história tem como enredo principal a tentativa do Coringa de demonstrar que qualquer um pode enlouquecer, assim como ele, caso passe por um dia suficientemente traumático. Como cobaia para o seu "experimento" ele escolhe ninguém menos que o Comissário Gordon; principal aliado do Batman no combate ao crime. 

Graças a isso, Moore também pode desenvolver outro tema em paralelo: a relação dicotômica e paradoxalmente complementar entre o palhaço louco e o justiceiro-morcego coroada com uma cena inesquecível cena no final da HQ.

Por último, ainda é contada a trama de como o nosso amigo louco perdeu sua esposa e se envolveu em um acidente químico (no mesmo dia) e se tornou o temível Coringa; tudo por causa de um dia particularmente difícil!
Bolland

Pontuando esses temas, a narrativa é muito bem-sucedida convencendo o leitor do início ao fim da verossimilhança do que é mostrado, mesmo para os fãs mais exigentes em todo seu cuidadoso critério. 

Para tanto a arte inspiradíssima Brian Bolland é ótima com momentos verdadeiramente impressionantes.

Sem querer revelar spoilers, determinada cena onde certa personagem leva um tiro, por exemplo, é muito impactante pela forma como o desenho e as cores quebram o fluxo da história e convencem o leitor da violência do que ocorreu.

No todo a dupla cria uma uma história específica de Batman e Coringa que consegue, mesmo não se prolongando, ser uma representação abrangente do que é o interminável confronto entre estes dois personagens. 

Piada Mortal é desta forma uma HQ que acerta o alvo conseguindo transmitir tudo aquilo que é proposto sem haver um momento sequer onde o leitor possa encontrar defeitos sérios. O único incômodo relevante é provavelmente a brevidade, já que os assuntos levantados com certeza poderiam render ainda muito mais nas mãos de Moore e Bolland.

Nem precisa dizer que o quadrinho é uma ótima opção de leitura mostrando que o gênero super-heróis, mesmo com seu estilo simples, pode render boas tramas com profundidade.


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