27 de novembro de 2012

Como Sobreviver A 2012 (Patrick Geryl) - Crítica / Resenha



Sinopse
Segundo os Maias, no final de 2012, aguarda-nos uma inversão polar que irá devastar a Terra. Esse fenômeno já ocorreu milhares de vezes na história do nosso planeta, mas, desta vez, será bem diferente. Há muito tempo, esse povo nativo da América obtivera dados científicos sobre as catástrofes que ocorrem em consequência de uma inversão do campo magnético. Além disso, sabiam calculá-las com antecedência.
Temos hoje uma civilização como tecnologia altamente evoluída. Mas talvez tudo se transforme em pó ao final de 2012, a menos, é claro, que tomemos as devidas precauções para preservá-la.
Neste livro, o autor ensina como aqueles que pretendem sobreviver devem se preparar para a catástrofe. Enumera, em detalhes, os muitos problemas que os sobreviventes terão de enfrentar e o modo de resolvê-los. Ele espera que, munidas dessas informações, pessoas em número suficiente possam escapar para restabelecer a civilização e dar seguimento à vida humana na Terra.

Como sobreviver a 2012? Pergunto-me não no sentido proposto pelo livro motivo desta crítica mas noutro... Qual?

Desde já digo sobre minha pretensão, que de tão grande já nem se pode medir, que tal livro do senhor Geryl vale nenhum vintém.

Minha paciência faz carantonhas ao ver os seus cálculos supostamente comprobatórios de que no vigésimo primeiro dia do mês que vem haverá revoluções naturais de cair o queixo.

Também ela vê de nariz empinado todas as dicas de sobrevivência para passarmos com vida tal cataclismo. 

Não sei como consegui chegar ao fim da leitura: quase que meu cérebro se destruiria de verdade. Não que nem a civilização do senhor Geryl: mas verdadeiramente. 

Sem chance! Nunca buscarei mais a fundo procurar entender os cálculos mirabolantes apresentados em “Como Sobreviver a 2012”. Nem procurarei saber dos barcos insubmergíveis. Ou tentarei me fazer de cobaia para saber se realmente ninguém pega doença só comendo vegetais. Tampouco qualquer Atlântida, sempre povoando cabecinhas que são taradas pelo reino da fantasia, buscarei no pólo sul de nosso planeta. 

Ninguém morre por esperar. Aguardarei só tal dia fatídico para ver o maremoto submergir o Planalto da Borborema. 

Se não houver maremoto, terremoto, deriva continental, dança dos pólos magnéticos terrestres, fortes ventos solares e mais um tanto de mais asneiras similares vou procurar, aí sim, o paradeiro do senhor Patrício Geryl. 

Fico com a cara no chão com tanta gente levada por qualquer crendice sem fundamento. Pergunto para tais pessoas se lêem outra coisa diferente de bobagens apocalípticas. A resposta? Não. Pergunto se podem me justificar racionalmente. Resposta? Vamos adivinhar... Não. 

Em vez de ler Nietzsche vão ler os Protocolos dos Sábios de Sião. Em vez de justificar com a razão defendem com um coração que só posso chamar de troglodita. 

Valei-nos, Minerva! 

Todas as épocas sempre tem alguém para prever o fim dos seres humanos. E mesmo com muitas, inúmeras quase, previsões erradas vamos fazendo mais algumas... Tantas de quantas possíveis há... Melhor: todas impossíveis. 

Vou tentar sobreviver a 2012 sem dar atenção a toda balbúrdia que se faz em torno de mais uma previsão certamente falha: só.


1 de 5 (Ruim)

e-mail: sergio@leialiteratura.com



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