25 de outubro de 2012

Sin City: A Cidade do Pecado (Frank Miller) - Crítica / Resenha

Editora Globo
Sabe aquelas histórias que surpreendem, emocionam e mexem com o leitor graças a sua profundidade e força? Pronto, é justamente assim que não é Sin City - A Cidade do Pecado.

A HQ, publicada no Brasil pela editora Abril, apresenta a primeira narrativa da saga que Frank Miller construiu sobre a Sin City do título; cidade caracterizada por ser uma terra sem lei onde a polícia é corrupta e os criminosos comandam.

Ainda que a prerrogativa não seja exatamente original, ela poderia ser palco para o desenvolvimento de boas histórias. Infelizmente não é o que acontece nesta edição que apresenta a trajetória vazia de um homem em busca de vingança.

O protagonista da história é um superficialíssimo brutamontes que encontra o momento mais feliz de sua vida ao fazer sexo com uma linda estranha. O problema começa quando um homem misterioso invade a casa do coitado e mata sua musa. 

Assim, nosso querido protagonista que estava dormindo durante o assassinato irá em busca de vingança... E ponto final! Não resta mais nada de relevante a ser mencionado nesta história que nada tem tem instigante. 

Em nenhum momento ha construção de personagens decente ou desenvolvimento de uma trama impactante. É só uma narrativa policial pouco realista e pobre descritivamente que parece subestimar a inteligência do leitor ao mesmo tempo que se leva a sério demais.

Por causa disso, a leitura é só uma sucessão de fatos bobos que não causam grande impacto. Mesmo temas de grande apelo, como violência e sexo, não conseguem gerar o interesse do leitor diante da história vazia apresentada. Em uma palavra: dispensável.

A HQ de 212 páginas só não é um desperdício total porque a arte de Miller na história tem momentos muito bons, explorando vários ângulos de câmera e perspectivas criativas sem precisar de nada além do bom e velho preto e branco. Poderia ser até melhor se não fosse a inconstância do traço que alterna momentos brilhantes com outros que chegam a incomodar, mas nada que chegue a tirar o mérito do desenho.

O problema mesmo é a história que parece querer ter um algo mais, só que no final das contas não tem qualquer sucesso.

Sin City parece assim uma legítima obra de um Miller excessivamente pretensioso que consegue se sustentar bem na arte mas que definitivamente não convence nem um pouco em sua história sem conteúdo. 




2 de 5 (Regular / Fraco)




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