31 de outubro de 2012

A Dança dos Dragões (George R. R. Martin) - Crítica / Resenha

Editora Leya / 2012

Sinopse
O Norte jaz devastado e num completo vazio de poder. A Patrulha da Noite, abalada pelas perdas sofridas para lá da Muralha e com uma grande falta de homens, está nas mãos de Jon Snow, que tenta afirmar-se no comando tomando decisões difíceis respeitantes ao autoritário Rei Stannis, aos selvagens e aos próprios homens que comanda. Para lá da Muralha, a viagem de Bran prossegue. Mas outras viagens convergem para a Baía dos Escravos, onde as cidades dos esclavagistas sangram e Daenerys Targaryen descobre que é bastante mais fácil conquistar uma cidade do que substituir de um dia para o outro todo um sistema político e econômico. Conseguirá ela enfrentar as intrigas e ódios que se avolumam enquanto os seus dragões crescem para se tornarem nas criaturas temíveis que um dia conquistarão os Sete Reinos?

Quem conhece a série As Crônicas de Gelo e Fogo já está mais do que ciente das qualidades inegáveis de George R. R. Martin como autor de fantasia. A força dos detalhes, a veracidade dos personagens e a trama bem-desenvolvida fazem destas uma das mais épicas sagas já concebidas no gênero (ao menos dentre as que conheço). 

A Dança dos Dragões não foge à regra sendo mais um calhamaço digno de respeito (e de um bom tempo livre) que apresenta todas as qualidades do já consagrado autor estadunidense sem decepcionar.

Assim, justificadamente, o livro é feito para quem acompanha a série se dedicando a desenvolver a história sem qualquer pressa. Por um lado isso é muito bom porque a narrativa não se torna uma correria, mas por outro pode ser incômodo pois a sensação que fica para o leitor é de estar acompanhando uma transição... Uma transição de 800 páginas!

Os fatos mais marcantes ocorrem mesmo mais para o final do livro, enquanto todo o miolo é dedicado a fatos importantes no contexto global mas que não são daqueles que empolgam ou arrebatam. 

Não é nada que possa ser considerado uma falha, afinal a obra continua a ser muito boa. Entretanto, a natural espera por acontecimentos mais impactantes que não ocorrem pode causar uma certa impressão de que falta um "algo mais".

Neste contexto, A Dança dos Dragões continua sendo uma obra com todas as características de Martin incluindo aí as várias qualidades e também os problemas; como a ausência de descrições de combates e conflitos.

O título sofre mesmo apenas quando comparado com outros volumes da saga por ter "fatos mornos" em excesso. Não por acaso é a mesma característica presente em O Festim dos Corvos cuja história ocorre em paralelo a esta. 

A sensação geral é de que as partes 4 e 5 de As Crônicas de Gelo e Fogo representam um momento de calmaria e reestruturação após as intensas batalhas entre muitos reis que ocorrem nos livros anteriores. Uma proposta válida numa saga cuja maior força provavelmente é a dedicação aos detalhes. 

Assim, A Dança dos Dragões não é o livro que mais irá impressionar o leitor dentre todos os volumes da série. Entretanto lá estão relatados momentos muito importantes para o decorrer da narrativa (ao menos aparentemente) e alguns fatos impactantes próximos ao desfecho. Tudo embrulhado no pacote rico, realista e extremamente bem montado com o qual Martin costuma nos presentear. 






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