13 de setembro de 2012

Os 300 de Esparta (Frank Miller) - Crítica / Resenha

Editora Abril / Dark Horse Comics

Poucos quadrinistas são tão renomados quanto Frank Miller quando o assunto são super-heróis; ele foi responsável por duas das minhas histórias favoritas no gênero escrevendo para Batman e Demolidor (este último se tornou o meu personagem favorito inclusive). 

Mas não é só de heróis que vive o artista e uma destas histórias "alternativas" é 300 onde o autor é responsável tanto pelo roteiro como pela arte. 

O quadrinho é livremente inspirado na batalha real das Termópilas onde poucos espartanos (na companhia de outros gregos) enfrentaram e deram trabalho a um número muito superior de militares persas. Conheça mais detalhes sobre este célebre episódio clicando aqui

Bom, no que se refere à fidelidade Miller não se destaca, preferindo transformar o confronto originado a partir de "n" razões complexas numa disputa maniqueísta entre os homens livres e corajosos do Ocidente superior contra degenerados escravos do imperador Xerxes (completamente descabido em sua caracterização).

Deixando realidade e as convicções de mundo do autor de lado, entretanto, a história funciona muito bem em sua ideia de valorização glorificadora de uma das partes com várias passagens que exaltam heroísmo e superioridade dos espartanos com muita desenvoltura. Pode não ser um roteiro lá muitos complexo ou bem desenvolvido, mas consegue transmitir de forma competente "o espírito da narrativa".

Agora se o argumento não vai "muito além do bom", a arte de Miller está impressionante na HQ com diversas tomadas onde seu traço despojado constrói cenas épicas sensacionais variando ângulos, tonalidades de cores (créditos ao colorista Lynn Varley), perspectivas, sombras... Tudo muito pertinente àquilo que a história quer passar. 

Os 300 de Esparta (como a hq foi chamada no Brasil) é assim uma história muito boa, justamente por ser quase perfeita em narrar de forma glorificadora a luta do bem contra o mal que propõe. Fora uma outra pequena insuficiência de roteiro, a narrativa só pode incomodar mesmo pelo posicionamento ideológico do autor pois no quesito competência e coerência com a proposta ela tem um espaço fácil na estante dos admiradores do gênero.


4 de 5 (Muito Bom)



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