22 de agosto de 2012

Sobre Notas de Rodapé mais Afins - Coluna Insolência Quinzenal


Estou na livraria tendo problemas sérios com um livro. Por qual motivo? Notas de rodapé gigantescas! Alguém pode me dizer que posso ler seu conteúdo sem precisar me remeter a cada passo das indicações de notas às próprias notas... Mas as leio depois? Entende-las assim dificilmente vou sem contexto. Só quando ler duas ou três vezes é que poderei ter idéia do conjunto da publicação: infelizmente.

Contudo teimosamente continuo lendo tais notas: assim a leitura do texto, que deixou de ser corrida faz tempo, parando constantemente. 

Quem tem culpa de tais notinhas ao pé de página: Beda. Venerável nota de rodapé? Não!

Pior que notas de rodapé são as suas afins. Exemplo? Temos as notas ao fim ou de capítulos ou do livro completo... Santíssima Virgem de Cimbres: haja paciência! Sem qualquer agrado me vejo nas idas e voltas do capítulo que leio para suas notas ao final mais vice-versa com retornos mil para vir de novo santo Deus! São tantas e diversas notações longas por demais que me tiram do sério.

Só, por enquanto, nas colunas polemistas atrevimento tenho para dizer a quem escreve seus bloquinhos de mais de cem páginas o seguinte: suas notas poderiam estar no corpo do texto. Que preguiça tamanha não colocar todas ou maioria contextualizadas! Existem exceções todavia são raras: indolência sim! Hei de deixar para quando prosseguimento der aos meus projetos com meus alfarrábios de jamais ou no máximo raramente fazer uso de tais subterfúgios que molestam leituras agradáveis.

Agora contudo vou largar tal livro que me traz muitos aborrecimentos e paquerar da livraria qualquer atendente linda de morrer. Até vez próxima!



e-mail: sergio@leialiteratura.com

Imagem: toofarfromtheurbancenters.tumblr.com

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