10 de agosto de 2012

Cinquenta Tons de Cinza (E. L. James) - Primeiras Impressões


Um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos nos EUA, a trilogia Cinquenta Tons de Cinza finalmente chegou ao Brasil pela Intrínseca e deve ser um grande sucesso sem maiores dificuldades com seu estilo juvenil de escrever falando sobre temas extremamente eróticos; na realidade pornográficos mesmo.

Com todo esse sucesso, fiquei curioso para ler um trecho do livro (clique aqui para conferir também) e sinceramente não me empolguei.

Tudo bem que o capítulo em questão não chega ao foco do livro que são as descrições de cenas sexuais, entretanto o estilo de escrita extremamente despido de profundidade me incomodou consideravelmente. 

E. L. James se apropria de uma narrativa em primeira pessoa para contar a história que soa tal qual estivesse explicando o caminho para a padaria. Já quando ela tenta imprimir um termo pouco mais expressivo, ele parece mal-empregado. 

A descrição dos personagens também acompanha a mesmíssima superficialidade e pobreza narrativa. Sabe quando os personagens fazem aquela entrada que já convence o leitor de que são seres humanos reais?  É justamente isso que não ocorre em Cinquenta Tons de Cinza.

Agora a obra também não é esdrúxula, só não tem uma grande qualidade que a personalize neste primeiro momento de leitura.

Além do mais, a parte que mais interessa (o relacionamento sexual) eu não cheguei a ler realmente. Entretanto, se seguir o mesmo padrão do trecho lido pelo fenômeno da Web Marcelinho (aquele fantoche que lê contos eróticos), a coisa não melhora. Veja você mesmo o vídeo (para maiores) abaixo.



Recomendo para quem:

- Quer uma leitura com forte apelo erótico e simples; nada mais
- Não se incomoda muito com o estilo de escrita empregado

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