15 de agosto de 2012

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge - Cinefilia Literária (Coluna)


Batman é uma criação de Bob Cane e Bill Finger datada de 1939. Entretanto injustamente, até mesmo neste filme de Chistopher Nolan o crédito costuma ser dado apenas a Cane. Finger, vale lembrar, foi fundamental na construção do que viria a ser o homem-morcego que conhecemos, tendo contribuição não só quanto à forma de se vestir do personagem como também em relação a aspectos de sua personalidade, à criação de vilões fundamentais e ainda escrevendo as primeiras histórias do super-herói que se tornou um dos mais importantes da DC. 

Desde a morte prematura do ator Heath Ledger que interpretou com extrema maestria, assombrosamente até um dos maiores, ou para muit@s (inclusive eu) o maior dos inimigos do Batman, o tão conhecido Coringa, uma dúvida imensa pairava no ar: esta finalização da trilogia iniciada por Nolan em 2005 com Batman Begins poderia superar seu segundo filme? 

A resposta é sim, este filme encerra dignamente a versão do Batman levada por Nolan às telas, essencialmente mais sombria, mais próxima ao universo dos quadrinhos do que as anteriormente realizadas. 

A vontade de escrever sobre vários aspectos deste filme que me tocaram e chamaram minha atenção está sendo tanta que estou há vários dias tentando terminar esta resenha e não consigo, desde sua estréia no dia 27, escrevo, escrevo novamente, apago e começo tudo de novo, bem sabe o moderador do Leia Literatura :) Mas, está demorando demais e eu mesma estou impaciente... 

Então vamos, pode haver spoilers! 

Embora, algumas pessoas tenham criticado negativamente muitos elementos contidos neste Batman e até dito que Nolan não merece o reconhecimento que está tendo, para mim muito pelo o contrário, fui surpreendida positivamente desde as primeiras imagens, imagino como deve ser pode ver este filme em IMAX; mais fantástico ainda. 

Desde o início o filme apresenta cenas empolgantes e mirabolantes. De cara entramos em contato com o famigerado vilão Bane (Tom Hardy) responsável por quebrar a coluna do Batman nos quadrinhos e por tal motivo foi o escolhido como adversário principal nesta finalização já que não haveria maneira respeitosa de ao menos citarem o Coringa, coisa que verdadeiramente não fizeram, outro ponto positivo. 

Daí em diante car@s amig@s, acontecem tantos e tantos momentos importantes e alguns remetendo aos outros filmes da trilogia que quem gostou dos outros não tem como não gostar deste. Batman – O Cavaleiro das trevas ressurge tem simplesmente uma qualidade acima dos outros dois, o que todo final deveria possuir, mas sabemos que não é assim, isso dificilmente acontece em continuações. 

Temos outros novos personagens além de Bane, Miranda Tate interpretada por Marion Cotillard, John Blake por Joseph Gordon-Levitt (reparem que ele é a cara do Heath Ledger) e Selina Kyle por Anne Hathaway, tod@s são de extrema importância no desenrolamento do enredo. 

Porém, a maneira com a qual a personagem de Hathaway foi desenvolvida considerei a melhor, nada de muitas frescuras como outras atrizes e outros diretores fizeram no passado, o traje também diferenciado, que algumas pessoas notaram outras não, pode ser encontrado em HQs mais recentes, não lembro agora quais, mas não foi especialmente criado para o filme, só esclarecendo. 

Gordon-Levitt que me assustou ao aparecer em cena pela semelhança citada acima, não teve como eu me esquecer de Ledger durante todo o tempo, também interpreta um personagem de suma importância, o dele não é tão “visível”, digamos assim, quanto o de Hathaway, mas juntando umas pistas dá para adivinhar, se quiserem. Recomendo não se preocupar com isso e se deixar levar pelo filme, que além dessas situações empolgantes, personagens novos, contém um subtexto bem atual relativo ao mercado financeiro, coisa que também algumas pessoas não gostaram, afe! 

Os antigos personagens continuam presentes e bem representados. Ora! como não seriam? Em se tratando de senhores do porte destes: Gary Oldman como o Comissário Gordon, Morgan Freeman como Lucius Fox e principalmente Sir Michael Cane como o imprescindível Alfred, algumas das cenas mais emocionantes do filme são protagonizadas por ele e Christian Bale. 

E o que dizer de Bale? Ator reconhecidamente bom estava devendo algo ao Batman e a Bruce Wayne e neste último filme parece ter encontrado a medida certa: está mais humano, característica primordial do homem-morcego. Aqui quero mencionar uma das cenas mais bonitas do filme, emagrecido e debilitado, ele é desafiado a superar-se... Sei, sei, nada mais clichê, entretanto, ao conseguir sair de uma prisão localizada dentro de um poço a imagem é acompanhada pelas vozes dos outros presos que num determinado momento transformam-se num coro realmente bonito e forte e talvez exatamente tais palavras possam resumir meu sentimento geral do que foi este filme: bonito e forte. 


Ficha Técnica 
Lançamento: 2012 
Criadores personagem nos quadrinhos: Bob Kane e Bill Finger 
Direção: Christopher Nolan 
Elenco: Christian Bale, Michael Caine, Gary Oldman, Anne Hathaway, Tom Hardy, Marion Cotillard, Joseph Gordon-Levitt, Morgan Freeman, Matthew Modine, Nestor Carbonell, Juno Temple.

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