19 de julho de 2012

Toriko (Vol. 1) - Crítica / Resenha


Quem conhece mais a fundo o universo manga/anime certamente já deve ter escutado ou lido algo sobre Toriko. A obra de Mitsutoshi Shimabukuro é uma das mais populares da super bem-vendida revista Weekly Shonen Jump; ficando quase sempre no top 5 dentro do ranking que a empresa faz para avaliar quais séries estão indo melhor (onde se inclui a que mencionamos aqui) e quais são sérias candidatas ao cancelamento. 

O sucesso do mangá, porém, é um surpresa para muitos já que a história está centrada no inusitado tema comida. Na trama, temos o protagonista Toriko que trabalha como fornecedor de alimentos em um mundo de fantasia onde comer é praticamente uma obsessão. Porém, ele não é apenas um homem de negócios; na realidade é um aventureiro extremamente forte e extremamente faminto (nível Magali para cima). A sua profissão consiste em lutar contra criaturas gigantes que vão servir de alimento ou que estejam no caminho até chegar ao mesmo.

Nesse volume inicial temos dois arcos basicamente. No primeiro, Toriko vai em busca de um jacaré gigante de 300 anos acompanhado do cuidadosamente medroso Komatsu; por meio dele temos a apresentação de alguns personagens e todo o confronto maluco do protagonista contra a criatura que é gigantesca num universo cheios de bichos bizarros já muito grandes

No segundo momento temos mais uma busca por comida. Dessa vez Toriko é chamado para conseguir uma fruta e, acompanhado novamente de Komatsu (frouxo mas sempre ali), luta com vários macacos gigantes de 4 braços antes de pegar o que veio buscar.

Assim, esse primeiro volume como um todo reúne vários elementos clássicos dos mangás shonen. A mais evidente destas características é o protagonista que segue bem o estilo simples, bronco, lutador fortíssimo e esganado na hora de comer. Entretanto, além dele, toda a estrutura inicial também segue o padrão deste gênero trazendo um argumento básico (busque tal comida extremamente perigosa) para fomentar a porrada.

Desta forma, a HQ não tem absolutamente nada de inovador ou surpreendente (exceto o tema) e aposta em clichês. A ideia da comida e dos alimentos até que encaixa bem com o super-faminto Toriko mas nem sequer é trabalhada a contento pois o volume foca mais na aventura e na batalha com os bichos do que propriamente no ofício de cozinhar. Mesmo Komatsu, que é um chefe de cozinha, passa mais tempo sendo alívio cômico nas cenas de ação do que preparando qualquer coisa.

Já arte de Shimabukuro é boa. Nada digno de grandes elogios, mas cumpre bem o papel. Os trechos mais interessantes dos desenhos são aqueles que mostram as pessoas salivando enquanto comem pois passam uma sensação de veracidade digna de nota.

Toriko, como um todo, lhe dá a impressão de que pode ser divertido mais para frente com a provável chegada novos personagens e criando novos modos de enredo. Porém, nesse primeiro volume o título é superficial e genérico em excesso provocando uma sensação de "eu já vi isso antes" gigantesca que tem toda capacidade de afastar aqueles que acompanham vários outros mangás. 

Assim, cheio de esteriótipos, o meia-boca Toriko do primeiro volume conta com o futuro para que cheguem as boas histórias. Se elas vieram eu não sei; até porque esta primeira parte não me convenceu a continuar acompanhando.

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