8 de julho de 2012

Quer Me Fazer Ler? Então Baixa Esse Preço! - Coluna Ler é Compreender


Todas as editoras, como quaisquer empresas, desejam ganhar dinheiro. Mas não são tantas as que investem na lógica do preço baixo para atrair mais compradores. O resultado são obras que acabam ficando reduzidas ao nicho restrito daqueles que já conhecem a qualidade, podendo pagar o preço sem medo de gastar o seu suado dinheirinho em algo ruim.

Como consumidor de livros, posso dizer que uma política de redução de preços tem tudo para ir muito bem. Tomando a mim mesmo como exemplo, não é raro querer experimentar um livro apenas pelo preço acessível, mesmo sem conhecer a obra ou a qualidade do autor.

Recentemente, por exemplo, comprei O Símbolo Perdido de Dan Brown mesmo sem ter gostado muito de O Código da Vinci; o mais famoso título do autor. O motivo? Estava custando 15 reais numa daquelas edições econômicas.

Apesar de não ter me surpreendido positivamente com o livro, também não senti aquela sensação de ver meu dinheiro escoar pelo ralo pois 15 reais me parece um preço bastante honesto para um livro meia-boca de mais de 400 páginas. 

Agora existem exemplos ainda melhores do que este. Mais recentemente ainda (sempre comprando livros para horror da minha mãe) comprei um daquelas edições 2 em 1 - que traz duas obras numa mesma encadernação - por 16 reais. 

O autor dessa vez foi Sidney Sheldon que eu sempre quis conhecer mas que nunca estive afim de pagar. O resultado foi muito bom pois realmente as obras superaram minhas expectativas e provavelmente devo comprar novos livros do escritor. A editora acaba de ganhar assim mais um cliente satisfeito (apesar das capas mal escolhidas).

Além disso, eu conheço várias outras pessoas com o mesmo hábito de andar pelas livrarias e escolher um livro pelo preço baixo. Aliás, o próprio best-seller Ágape de Padre Marcelo Rossi se beneficiou muito disso, já que custando entre 10 e 15 reais muita gente pagava pois não chegaria a ser uma dor no final do mês

Finalmente, livros baratos significam mais leitores, pois os títulos quando largamente acessíveis podem se tornar aquela compra despretensiosa da pessoa leiga que tem toda possibilidade de acabar virando um consumidor fiel.

Assim, em um Brasil onde os leitores diminuíram, uma das melhores alternativas é baixar preços pois por meio deles criamos novos amantes de livros e velhos que gostam de coisas novas (eu incluído).

Felizmente já vemos livros mais baratos surgindo (eu citei três casos só nesta coluna), mas quanto mais melhor. O ideal seria dar preços mais elevados exclusivamente a livros realmente de nicho bastante restrito e não criar nichos bastante restritos em razão de preços elevados.




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