17 de julho de 2012

Pregos Vermelhos (Robert E. Howard) - Crítica / Resenha


Sinopse
Desta vez Conan acaba entre os sobreviventes de dois antigos povos que juraram destruir-se reciprocamente e, tomando o partido de um deles, consegue aniquilar os adversários. Infelizmente, no entanto, o ódio de séculos está tão profundamente arraigado nas almas destas pessoas que o chefe dos seus aliados encarrega dois dos seus homens de matar o seu salvador...

Robert Ervin Howard nascido em 1906 nos EUA morreu precocemente aos 30 anos, mas em vida criou um mundo fantástico permeado de magia, aventuras e batalhas sangrentas, um estilo que foi denominado de “Sword and Sorcery”, ou seja, “Espada e Magia”. 

O seu mais famoso personagem Conan, o Bárbaro, inspirou diversos autores a recuperarem fragmentos de Howard gerando continuações principalmente em quadrinhos, há também adaptações para o cinema, a mais recente delas, inclusive comentada por mim, aqui no Leia Literatura teve Jason Momoa (Games of Thrones) vivendo o Cimério. Porém, os filmes mais antigos tendo Arnold Schwarzenegger como protagonista na minha opinião são melhores, mas nenhum deles faz jus totalmente à criação original. 

Lendo este Pregos Vermelhos, livro escrito pelo próprio Robert Howard, tive tal impressão confirmada, já havia lido vários quadrinhos de Conan, mas nada ainda do seu autor primordial. Conan o “Bárbaro” é em muitos momentos muito mais civilizado do que aqueles que o consideram alheio às regras das sociedades encontradas na chamada era Hiboriana. Certo que ele é um ladrão notório, que não perde oportunidades e que também se utiliza de suas indiscutíveis: força e sagacidade para eliminar seus inimigos das maneiras mais violentas e sem remorso possíveis, mas ele tem um senso de ética particular, o qual não permite que mate mulheres e que também faz com que sempre cumpra suas promessas. 

Alerta de Spoilers! 

Pregos Vermelhos não inicia com o Cimério, mas sim com uma descrição de Valéria, personagem que foi levada ao cinema no primeiro e segundo filmes com Schwarzenegger, principalmente no primeiro, diferentemente da princesa sem sal e graça do filme mais recente, que sinceramente nem sei se existe nas histórias de Howard ou de quem quer que seja. Valéria existe e é uma personagem forte, destemida, que causa admiração em Conan justamente por tais qualidades, além dessas, também chama atenção por sua beleza. É sabido que outra característica marcante do Bárbaro e de suas histórias são suas inúmeras relações com diferentes mulheres, neste livro há apenas Valéria o que me fez gostar bastante, pois no meu ponto de vista o tal troca troca de mulheres é exagerado demais! Mas sei bem que tal aspecto é um atrativo maior para muita gente. 

Após a descrição de Valéria e do local onde está não demora muito para que ela e Conan se encontrem, também não demora a enfrentarem junt@s a primeira de muitas adversidades que estão por vir. Livram-se de um monstro de uma maneira engenhosa elaborada por Conan e vão em direção ao que parece ser uma cidade há muito abandonada. 

Espanto total quando percebem que a cidade na verdade é um imenso palácio, explorando-o eles são envolvid@s numa disputa insana entre uma raça dividida por uma antiga rixa repleta de batalhas mortais. Conan e Valéria aceleram o desfecho de tal rivalidade quando “escolhem” um dos lados. 

O livro de poucas páginas fornece uma leitura prazerosa, entretém com mistérios, cheio de cenas bem detalhadas de lutas, sem esquecer os elementos de magia, não decepciona amantes do gênero, não sei quanto a quem se acostumou ao formato de quadrinhos, pois neste livro não há qualquer imagem apenas as descrições de Howard feitas com primazia, portanto nada decepcionantes para amantes do gênero e personagem, que são inúmeros bem sei, porém recomendo muitíssimo a quem ainda não está familiarizado com a obra de Howard, mas gosta de histórias e contos povoados de seres intrigantes, lutas e lutadores impiedosos, magia para todas as imaginações, este é o mundo criado por Robert E. Howard, muito, muitíssimo além do pequeno lugar que nasceu lá no Texas.

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