31 de julho de 2012

O Caçador de Pipas (Khaled Hosseini) - Crítica / Resenha

Editora Nova Fronteira

Sinopse
O caçador de pipas, livro que já vendeu mais de 2 milhões de exemplares só nos EUA, está sendo considerado o maior sucesso da literatura mundial dos últimos tempos. Este romance conta a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970. Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade. Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado.

Quando eu conheci o escritor Khaled Hosseini através do livro A Cidade do Sol tive uma grata surpresa pelo seu estilo convincente de contar histórias com muito realismo, valorizando as qualidades e não tentando ousar demais onde não é assim tão bom. Felizmente essas características também estão presentes em O Caçador de Pipas

O livro mostra mais uma vez a triste história do Afeganistão dos últimos tempos com as significativas modificações ocorridas após o fim do domínio da URSS; entre elas cabe destacar a ascensão do regime Talibã. 

O destaque desta vez fica por conta do personagem Amir que narra a sua infância no país asiático e posterior juventude/vida adulta nos EUA onde se torna um bem-sucedido escritor de romances.

Hosseini usa a história do filho de família abastada para falar de diversos temas relacionados ao povo afegão, desde as diferenças de classe aos costumes típicos do país em sua esfera religiosa (e nem tanto); passando até pela vida destes cidadãos no cotidiano estadunidense. No final, ele conclui a narrativa com uma visão entristecida do Afeganistão destruído que emergiu do domínio Talibã.

Não posso dizer que a narrativa seja fidedigna à realidade do país, mas a perspectiva do escritor passa uma sensação de realismo muito convincente envolvendo o leitor sem maiores dificuldades.

Assim, como em A Cidade do Sol, a força de Hosseini está no entendimento de qual é sua grande força: a história tocante e crível. Desta forma, o estilo de escrita se dá muito bem em sua extrema simplicidade por não tentar sobrepujar a trama.

O Caçador de Pipas "entende suas limitações" e trabalha no sentido de potencializar aquilo que tem de melhor. Apesar de não ter o poder de arrebatar, a obra funciona muito bem entretendo sem esquecer de provocar uma constante reflexão; tudo isso proporcionado pela autenticidade da narrativa confeccionada pelo escritor.

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