12 de julho de 2012

Livros de Autoajuda: 3 Motivos Para Evitar

Imagem genérica típica de autoajuda
Ninguém é tão ingênuo para crer que os bons livros são apenas aqueles frutos de uma total e irrepreensível espontaneidade, até porque isso provavelmente nem existe de forma plena. 

Entretanto, o problema surge justamente quando se abandona por completo o comprometimento de fazer algo bom na tentativa de criar um produto vendável a todo e qualquer custo. Infelizmente, o gênero autoajuda (de forma geral) se especializa justamente nessa ideia de que vender é tudo. 

Mas em uma coisa essas publicações que nos prometem ajuda são interessantes; na objetividade. Por isso peguei emprestado a fórmula que elas consagraram de enumerar, no intuito de apontar três motivos para não ler tais obras. 

Leiam e vejam se concordam.


1- Fácil, Extremamente Fácil...

Sabe os problemas mais complexos da vida do ser humano como doenças psicológicas, desilusões amorosas e fracassos financeiros? Todos eles são apresentados como de fácil resolução nas obras de autoajuda.

Quando você vai ao psicólogo com algum sintoma de depressão ele vai levar várias sessões para tentar ajudá-lo, podendo até indicar um psiquiatra que lhe receitará medicamentos. Na lógica da autoajuda, porém, 10 ou 20 lições simples costumam ser o suficiente. 

Os livros deste gênero tem por hábito dissolver problemas complexos cheios de meandros e particularidades em dificuldades que podem ser resolvidas num guia de "como fazer". Agora pense bem: se um leigo tem sérios problemas em consertar um eletrônico seguindo um manual confiável, qual a possibilidade de alguém conseguir resolver problemas bem mais complexos, como os nossos, seguindo um livro-guia bem menos fundamentado?

Agora não sei se vocês perceberam que usei a palavra "manual", porque de fato esses livros são conhecidos como "manuais para a vida". Sinceramente, alguém acredita que a vida é um processo que precisa de algo tão restritivo e mecânico para ser vivida?


2- Generalizar é viver

Já ficou implícito no argumento anterior, mas é impossível não destacar que a autoajuda toma todo e qualquer ser humano como a mesmíssima pessoa.

Sabe aquela velha máxima popular, tão valorizada pelos especialistas: "cada caso é um caso"? Pronto, a regra básica da boa autoajuda é oposta tentando resolver os problemas desconsiderando a idiossincrasia de cada um, pois a ideia é vender o mesmo livro para o maior número de pessoas possível.

Tudo bem que como seres humanos temos muitas similaridades, mas desconsiderar nossa cultura e vivências específicas é não ver os homens e mulheres reais e sim uma simplificação que como tal está cheia de erros.

Agora se generalizar já é um problema por si, imagina generalizar para resolver problemas muito sérios e complexos? A autoajuda não só imagina como "tenta" fazer isso. 


3- A certeza incerta

Em geral, os livros de autoajuda não gostam de admitir que algumas de suas proposições são passíveis de dúvidas ou certas em apenas alguns contextos. Por isso eles preferem afirmar tudo sem espaço para contestações.

Dificilmente você verá um livro de autoajuda admitindo que o seu conteúdo é formado por sugestões; quase sempre o que se poderá ler serão descrições que prometem o céu, o mar e o sistema solar. Veja alguns exemplos nesse artigo que eu escrevi faz um tempo sobre capas.


Conclusão

O que se pode extrair de tudo isso, talvez, é o fato dos livros de autoajuda mentirem bastante, aquele tipo de inverdade cuidadosamente projetada para agradar. Acho até que podem existir exceções, infelizmente elas são inéditas para mim. 





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