28 de julho de 2012

Lanterna Verde (Filme / 2011) - Crítica de Adaptações


Como muitos, nunca fui exatamente um grande admirador do Lanterna Verde enquanto personagem, sobretudo por não acompanhar suas histórias regularmente. Entretanto, conheço o herói suficientemente para saber que o filme não mostrou o que ele tem de melhor.

Como aqueles que entendem de quadrinhos de super-heróis já sabem, a alcunha Lanterna Verde é compartilhada por centenas de seres e vários deles humanos. Porém, o mais célebre a ostentar o anel esmeralda foi sem dúvida o piloto de testes Hal Jordan e por essa razão ele merecidamente foi o escolhido para o cinema.

Entretanto, o personagem interpretado por Ryan Reynolds pouco faz lembrar o original. Enquanto o Jordan dos quadrinhos é conhecido pela seriedade e pelo comprometimento, a sua versão cinematográfica segue aquele velho esteriótipo do "irresponsável-descolado-conquistador".

Mas o problema nem é tanto a personalidade divergente, pois existem versões mais juvenis de Hal e em última instância esta poderia ser uma possível fase ainda imatura do grande herói que surgiria com o tempo. 

O grande incômodo é o desenvolvimento pífio que não passa qualquer sensação de realismo. O audaz piloto de testes do cinema não tem um pano de fundo construído a contento e quando ele se torna o Lanterna Verde é só o garotão irresponsável que perdeu o pai ganhando poderes.

Envolvimento com o herói e com qualquer outros personagens então é muito difícil (quase impossível). Se até o protagonista é tratado com total superficialidade, o seu interesse amoroso e o "amigo nerd" ficam ainda mais apagados (ou nunca chegaram a ficar "acesos").

Grande parte dessa deficiência vem das poucas, e sofríveis, cenas dramáticas canastronas que toda vez que aparecem jogam um melodrama exacerbado e tonto, resultado: não convencem e não parecem pertencer ao desenvolvimento lógico da história.

O mais surpreendente, porém, é que até as tomadas de ação também não são lá essas coisas! Se existe algo que dificilmente se erra em filmes de super-heróis são os trechos de batalhas, mas em Lanterna Verde eles não são nada criativos ou soam como muito absurdos.

Em algum dos confrontos eu fiquei em dúvida se a ideia era ser empolgante ou cômico. Tudo bem que a ideia é correlacionar a imaginação de Jordan com os poderes mas eu tenho certeza de que qualquer pessoa teria imaginado algo melhor do que amarrar dois jatos nas próprias costas (!).

Aliás, os poderes ilimitados do herói abririam um espaço gigantesco para a inventividade que simplesmente não é usada;  mesmo com a grandiosidade que só o cinema pode proporcionar.

Para não parecer que Lanterna Verde só tem defeitos, ele tem sim bons efeitos especiais (exceto aquela máscara tosca) e em nenhum momento (ou quase nenhum) chega a ser uma "bomba" ao pior estilo Batman de Tim Burton.

Entretanto, o filme não adapta bem o personagem para o cinemas em sua superficialidade e situações genéricas. No final das contas, nada funciona muito bem e o resultado é algo que nem pode ser considerado um filme realmente bom; menos ainda uma adaptação digna aos olhos dos admiradores do heroísmo esmeralda.


2 de 5 (Regular / Fraco)







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