13 de julho de 2012

Homem-Aranha e Batman: Mentes Desequilibradas - Crítica / Resenha


Quase todo fã de super-herói adora um crossover, ao menos em ideia. Unir dois ou mais personagens de universos e por vezes de editoras diferentes causa uma comoção especial, afinal de contas é uma reunião de super-seres que dificilmente atuariam em conjunto. 

O problema é que dificilmente sai boa coisa desses encontros que acabam se despreocupando em criar uma história realmente boa porque sabem que o quadrinho deve vender bem apenas pela união inusitada dos heróis.

Homem-Aranha e Batman: Mentes Desequilibradas não chega a ser ruim, na verdade ele faz uma ligação interessante entre os dois personagens afirmando que o Batman é basicamente um Homem-Aranha que não teve família para lhe dar amor e carinho; tornando-se por isso um homem solitário, amargurado e sedento de vingança.

Entretanto, o principal foco do roteiro de J. M. DeMatteis é a loucura (Mentes Desequilibradas não é por acaso) expressa pelos vilões Coringa e Carnificina. 

Na história, o governo desenvolve um chip que permite fazer uma "lobotomia" moderna em psicopatas completamente descontrolados para que eles se tornem cidadãos temerosos e pacíficos. O primeiro escolhido para testar o processo é o vilão do universo do "cabeça de teia" seguido do "palhaço do crime". 

Aparentemente tudo corre conforme o esperado no início, mas, como é de se imaginar, as coisas degringolam e ambos se tornam novamente ameaças obrigando os dois heróis a atuarem em conjunto para salvar o dia.

Assim, a narrativa se preocupa em fornecer um pano de fundo honesto (mas pouco ousado) usando de várias estruturas comuns ao gênero para justificar o encontro dos heróis que é o grande atrativo da edição. Definitivamente não é o tipo de história que possa ser lembrada por muito tempo com seus clichês e situações genéricas, mas, felizmente, não chega a comprometer mostrando os protagonistas como os fãs conhecem.

Os desenhos de Mark Bagley, por sua vez, impressionam e são anatomicamente muito bonitos. Infelizmente o artista não se preocupa em expressar a temática de loucura limitando -se ao óbvio; nada que comprometa o seu trabalho muito bem feito mas algo que poderia adicionar bastante no resultado final.

Desta forma, Mentes Desequilibradas fica num "arroz com feijão" que não empolga ao se limitar a repetir fórmulas sem brilho. Toda a história gira em torno do encontro entre os heróis mais populares de DC e Marvel atualmente com belos desenhos e roteiro que acaba se mostrando, no decorrer da leitura, um mero pretexto. 

A HQ publicada pela Abril em 1997 pode valer a compra (em sebos virtuais ou presencias) pois a junção de história mais ou menos e bons desenhos faz do título uma publicação regular. Finalmente, cabe mencionar que a interação propriamente dita dentre os heróis compreende algo em torno de apenas 15 páginas. 


2 de 5 (Regular / Fraco)







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