3 de julho de 2012

Em Chamas (Suzanne Collins) - Crítica / Resenha


Sinopse
Depois de ganhar os Jogos Vorazes, competição entre jovens transmitida ao vivo para todos os distritos de Panem, Katniss agora terá que enfrentar a represália da Capital e decidir que caminho tomar quando descobre que suas atitudes nos jogos incitaram rebeliões em alguns distritos. Dessa vez, além de lutar por sua própria vida, terá que proteger seus amigos e familiares e, talvez, todo o povo de Panem.
Mistura de ficção científica com reality show, passando pela mitologia e pela filosofia, Em chamas é o segundo volume da bem-sucedida trilogia iniciada com Jogos vorazes, mais novo fenômeno da literatura jovem dos últimos tempos. Com mais de quatro milhões de exemplares vendidos apenas nos Estados Unidos e por 130 semanas na lista dos mais vendidos do The New York Times, a trilogia assinada por Suzanne Collins ganhará adaptação para o cinema, com estreia prevista para março de 2012. Katniss e Peeta deveriam estar felizes. Afinal de contas, eles ganharam para si e para suas famílias uma vida de segurança e fartura. Mas há rumores de rebelião entre os distritos, e Katniss e Peeta, para seu horror, são a face da rebelião. A Capital está com raiva. A Capital quer vingança.


Quem não gostou não leu o primeiro livro desta trilogia e nem tem interesse por este texto, convenhamos. Já eu posso afirmar que a rapidez com que li Jogos Vorazes foi a mesma que li este segundo livro, empolgação idem, disse antes e repito o quanto gostei de Katniss Everdeen, a personagem principal e talvez minha avaliação geral sobre o livro possa ter sido prejudicada, mas, pelo menos por enquanto minha opinião continua a mesma. 

Ainda no primeiro livro soubemos que a 74ª edição dos Jogos Vorazes foi vencida por Katniss e Peeta Mellark, amb@s representantes do Distrito 12, o mais miserável de todos. Lembremos que (você já leu o primeiro né?) em todas as edições anteriores houve apenas um (a) vencedor (a), mas, durante esta última, os idealizadores dos jogos mudaram as regras permitindo a divisão do prêmio entre dois tributos desde que fossem do mesmo Distrito. 

Katniss fez o possível para manter Peeta vivo, pois quando o encontrou, ele estava com uma ferida grave, deixando-o praticamente indefeso, se não fosse por ela dificilmente teria sobrevivido e após várias atrocidades a que foram submetid@s, os idealizadores mudaram novamente a regra do jogo, foi então que Katniss teve a ideia de simular o suicídio dela e de Peeta. 

Não à toa a primeira das três partes deste Em Chamas chama-se “A Fagulha”, Katniss não planejou e nem esperava, mas seu gesto soou como um desafio à Capital, fez com que muitas pessoas de outros distritos se sentissem estimuladas a confrontar um sistema imposto, autoritário e perverso. Tal insurgência não passou despercebida pelo Presidente Snow e Katniss vai sofrer muito por isso, ela não imagina o quanto e nem nós pobres leitoras (es). 

Suzanne Collins desenvolveu sua história inserindo novos personagens e elevando o nível de angustia em acompanhá-los, aspecto que sinceramente eu não esperava encontrar, esperava por algo próximo ao primeiro, mas ela consegue se superar, as situações construídas geram mais tensão e desespero. 

Neste livro temos a 75ª edição dos Jogos Vorazes, conhecida como Massacre Quaternário, pois a cada 25 anos, os sádicos idealizadores planejam um elemento surpresa, numa das edições, por exemplo, foi requisitado o dobro de tributos do que o habitual, edição esta que teve Haymitch como vencedor. 

Não vou fazer a maldade de revelar qual a “surpresa” deste massacre, adianto apenas que é terrível o suficiente para prender a atenção em suas consequências. Vemos mais violência e torturas aplicadas em um novo cenário e como a própria Katniss define em determinada parte do livro: “Esse não é um lugar para uma garota em chamas”, que lugar seria esse? No entanto, ela sabe que precisa ser ainda mais forte, que desta vez não luta apenas por sua sobrevivência, ou da irmã, ou de Peeta, mas sabe que está lidando com algo de maior significado, ela tornou-se símbolo de mudança para as pessoas exploradas e maltratadas dos Distritos. 

Há ainda os conflitos relacionados à farsa criada em relação à paixão entre Katniss e Peeta, paixão essa que gerou grande simpatia por parte do público da Capital para o qual o “espetáculo” macabro dos jogos é feito. Percebemos que nem a própria Katniss tem certeza sobre que tipo de sentimento tem em relação a Peeta e o envolvimento não apenas de amizade com Gale, é mais um elemento criador de indefinições também para quem lê, o que considero ótimo para uma história, ter vários aspectos a gerarem conflitos, dúvidas e anseios. 

Confesso que reli algumas partes para esta resenha e me peguei emocionada novamente, incrível como este enredo consegue mexer de tantas maneiras. É esperado, que como livro intermediário, muitas situações fiquem em aberto, porém a finalização do Massacre Quaternário é abrupta e os acontecimentos posteriores ainda mais inesperados, nos fazendo ter vontade automática de começar a ler o terceiro livro. 

Recomendo muitíssimo para quem estiver gostando da leitura fazer o mesmo que eu fiz e ter “A Esperança”, último livro da trilogia ao lado, em breve, meus comentários sobre ele também estarão aqui no Leia Literatura.


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