14 de maio de 2012

Teresa Filósofa (Anônimo do Século XVIII) - Crítica / Resenha

Editora: L&PM Pocket
Sinopse
Teresa Filósofa (um dos maiores best-sellers da Europa do séc. XVIII) é o romance de formação de uma jovem tão inocente quanto disposta a fazer render todas as lições de luxúria de seus preceptores. A autoria do livro, secreta, hoje é atribuída ao senhor Jean Baptiste de Boyer, o marquês d’Argens, nascido em 1704 e morto em 1771, um pouco antes da Revolução Francesa. Em Teresa filósofa, a libertinagem, da boa, vem sempre acompanhada da frase suave e precisa, cuidadosamente torneada. E divertidíssima: como um Decamerão mais cínico, este livro, – um dos maiores best sellers do seu tempo – legítima "jóia indiscreta", é a enciclopédia ideal para aplicados amantes de mulheres ou boa literatura.

Existem livros que marcam o leitor;  inspiram, emocionam, fazem pensar e chegam mesmo a mudar a vida das pessoas. Outros não são assim, contentam-se em ter uma proposta limitada, mas nem por isso decepcionam quem lê pois divertem como poucos. Esse é o exemplo de Teresa Filósofa.

O livro se destaca por ter uma leitura extremamente leve e rápida que não exige ao mesmo tempo que consegue ser um entretenimento muito bem-sucedido. Evidentemente que na condição de "clássico da literatura erótica" não é indicado para qualquer pessoa; mas para quem, ao contrário, acha descrições sensuais e sexuais algo interessante de se ler, é bastante apropriado.

Mas não é só de erotismo que vive a obra, o nome Filósofa do título não é por acaso. A ideia do texto é defender por meio de um raciocínio filosófico despojado, mas coerente e lógico, a concepção de que a prática sexual não é condenável e sim extremamente positiva, natural e indicada.

Para tanto ele se vale de alguns discursos, entretanto o foco é mesmo passar a intenção por meio do comportamento dos próprios personagens que quanto mais celibatários mais libertinos e hipócritas são. Nem precisa dizer que os padres e monges da história não tem qualquer capacidade de manter sua castidade. 

Assim, como pequeno e divertido tratado em defensoria da desculpabilização do sexo, Teresa Filósofa funciona muito bem e os poucos problemas quase nem podem ser assim chamados em razão da leveza proposta para abordar o tema. Não é um grande livro de fato, mas a limitação honesta possibilita um grande divertimento para quem gosta de uma leitura erótica simples com boas doses de provocações e sátiras. 

(3 de 5 / Bom)



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