19 de abril de 2012

Entrevista - Jéssica Anitelli


A Dracaena é uma das editoras que mais dá espaço aos autores nacionais na atualidade, uma delas é a promissora e jovem estudante de letras Jéssica Anitelli; autora do livro fantástico O Punhal.

Com muita gentileza Jéssica respondeu às nossas perguntas a respeito de seu livro, da temática vampiresca e de muitos outros assuntos relacionados à literatura. Confira a nossa conversa abaixo.

Leia Literatura: Sempre é importante começar perguntando como surgiu a ideia de escrever o livro O Punhal?

Jéssica Anitelli: Passei alguns meses procurando algum assunto para escrever. A ideia de escrever “O Punhal” só me veio depois que eu li a obra “Os Sete” do autor André Vianco. Não foi nem tanto por ser sobre vampiros, mas principalmente por se passar no Brasil. Mas só tive certeza que escreveria sobre esse tema depois que assisti ao filme “A Rainha dos Condenados”, baseado no livro de Anne Rice. Depois de já ter a temática definida comecei a trabalhar na narrativa, tendo sempre em mente que a estória se passaria na minha cidade natal, Leme.


Atualmente escrever sobre vampiros já se tornou moda. Em que medida O Punhal difere de tantos títulos sobre esses seres que vem sendo tão populares?

Não acredito que escrever sobre vampiros tenha se tornado moda, pois sempre existiram obras sobre esse assunto. O que ocorreu é que um filme em específico fez um grande sucesso e com isso mudou-se o olhar sobre livros com essa temática.

Quando se fala em vampiros como seres populares as primeiras obras que se vem a mente são Crepúsculo e The Vampire Diaries. Não posso falar muito sobre a saga Crepúsculo, pois não conheço. Assisti apenas o primeiro filme e não gostei do que vi e desde então não procurei mais nada relacionado. The Vampire Diaries eu conheci em janeiro desse ano quando passou na TV aberta. Gostei muito, principalmente do Damon, mas não suporto a Elena (hahaha). Para mim é inconcebível que vampiros andem durante o dia e isso ocorre nas duas obras. Meus vampiros não andam durante o dia e se acontecer de eles serem expostos aos raios do sol eles vão queimar e morrer. Tentei manter a essência malvada nos vampiros que criei. Eles caçam e matam sim, não hesitam e não tem dessa de querer ser “vegetariano” ou coisas do tipo. O Punhal é um livro brasileiro que é ambientado aqui, em uma pequena cidade do interior paulista. E tentei ser bem fiel as características de um adolescente brasileiro, principalmente nos meus personagens Diogo e Júlia.


Lemos no seu blog que você tem uma relação de amor e ódio com a inspiração (rs). Como você age para cumprir suas próprias metas tendo de se sujeitar a momentos onde as ideias não fluem tão bem?

Não gosto de escrever com dificuldade, quando as frases demoram para serem formadas e as ideias não vem. Prefiro parar de escrever. Mas atualmente criei uma técnica que está me ajudando muito. Quando eu travo sempre assisto a um clip de alguma banda que eu gosto, dessa forma me distraio e com isso as ideias começam a fluir. Já escrevi capítulos inteiros por causa de um vídeo que assisti.


Como foi a sua reação ao descobrir que O Punhal, uma obra inicialmente sem grandes pretensões pelo que pudemos apurar, seria publicado?

Fiquei muito feliz, pois realmente poderia ser conhecida como escritora e poder ver as pessoas lendo uma estória que escrevi com tanto carinho e dedicação. E logo que descobri que O Punhal finalmente deixaria de ser apenas um arquivo do word, arregacei as mangas e dei início a continuação que já está concluída.


A Dracaena tem dado grande espaço a autores nacionais, sobretudo do gênero fantástico. Como você avalia o apoio que a editora tem lhe fornecido?

É muito importante, pois muitas editoras não publicam autores nacionais, dificultando assim que a inserção deles no meio literário. A Dracaena por estar investindo em novos escritores está mostrando que também temos coisas boas em nosso país e que só precisam de espaço.


Qual o papel que sua obra literária representa em sua vida?

É um pedaço de mim. É como se eu sentisse tudo pelo o que as personagens passam como desejos, sonhos, vingança e etc. São meus filhos, todos eles. Minhas amigas dizem que quando eu falo de alguns dos personagens é como se eles realmente existissem, pois os trato como pessoas. O Punhal é um sonho realizado que está abrindo caminho para obras futuras.


Nossa pergunta temática: por que ler literatura?

Acho que outra boa pergunta seria: por que não ler literatura? Ler é maravilhoso. Você pode conhecer pessoas, lugares e sentir coisas sem ao menos sair do lugar.


Como autora publicada que conselho você daria a tantos autores que desejam chegar aonde você chegou?

O primeiro de tudo é sempre escrever, pois quanto mais você escreve melhor fica. Ler outros autores que falam sobre a temática que você quer abordar também é importante, pois é possível ver pontos de vistas distintos de um mesmo tema. E, como sempre digo, revisar seus textos. Por mais que os leia sempre haverá alguns erros ou coisas que você deseja mudar.


Muito obrigado por ter aceito nosso convite Jéssica. Por fim fale algo a respeito do que seus fãs podem esperar da continuação de O Punhal e de seus novos projetos literários.

A continuação, “O Ritual”, começa exatamente depois do último capítulo de “O Punhal”, não há salto no tempo. No segundo livro da série as coisas começam a ficar mais tensas e mais psicológicas. Acho que o leitor ficará indignado em algumas partes (principalmente as garotas), como também irá rir e chorará no último capítulo.

Tenho algumas outras narrativas em mente como a continuação da série O Punhal que terá 4 livros. Saindo da temática vampiro, tenho uma estória sobre magia e outra sobre um assassino em série que envolve um pouco de sobrenatural. Há também outra de terror, mas nenhuma delas possui nome, apenas algumas páginas escritas e várias ideias na minha cabeça.

Gostou? Conheça e prestigie o trabalho da Jéssica acessando os links abaixo:


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