10 de abril de 2012

Entrevista - Eduarda Kiame

fonte: facebook da série
Falamos muito aqui no site sobre a nova geração de autores brasileiros que tem crescido bastante. Mas o nosso recorde até agora em questão de idade fica com a escritora Eduarda Kiame que mesmo tendo apenas 16 anos de idade já lançou o seu segundo livro. A obra em questão faz parte da trilogia fantástica Elfos Urbanos publicada pela editora Íthala.

Na entrevista abaixo cedida com muita simpatia e gentileza Eduarda nos conta sobre seu livro,  como lida com o título de escritora precoce e assuntos de literatura de forma geral.


Leia Literatura: Sempre é importante começar perguntado como surgiu a ideia de escrever tão nova uma série de livros como Elfos Urbanos?

Eduarda Kiame: Bom, acho que todo escritor antes é um leitor fascinado. Eu sou apaixonada por ler, porém ando com a boa e velha desculpa de estar sem tempo. Eu sempre tive uma imaginação muito, mas muito fértil mesmo e sempre gostei de séries. Antes mesmo de começar a escrever sabia que era uma história grande demais para ficar somente em um livro só. Além do mais, a ideia de uma trilogia é fascinante para mim.


Por que a escolha dos elfos num universo de tantas criaturas fantásticas mais usuais e populares?

Acho que exatamente pelo fato dos elfos não serem tão explorados nos livros atualmente como as outras criaturas fantásticas. Eu também li muitos livros bons sobre elfos e com certeza isso influenciou bastante e -é claro- a minha "paixão" pelos elfos foi o que mais pesou na escolha. Sempre senti uma "conexão especial" com os elfos. São criaturas maravilhosas!


Você é uma escritora muito jovem para os padrões e isso é sempre um fato ressaltado em todas reportagens sobre sua obra. Como você sente a respeito dessa visão de artista precoce?

Na realidade, sou muito grata a essa visão, porque ela me abre muitas portas e acaba chamando a atenção das pessoas para os meus livros e é tudo o que eu quero. Não me vejo precoce quando escrevo, porque escrever é natural para mim. Eu só percebo que eu sou precoce quando dou entrevistas, aí eu percebo que sou bem novinha. Eu sou muito grata por poder começar novinha e por ter todas as oportunidades que tenho graças a isso. 


fonte: eunanet.net
Escrevendo tão cedo, você consegue enxergar uma mudança no seu estilo devido ao natural amadurecimento deste período de adolescência e juventude?

Não é que eu consigo? Eu vejo diferenças desde o primeiro livro até o começinho do terceiro. Os leitores também percebem as mudanças. Fico feliz que existam essas diferenças, seria estranho se não existissem. Estou numa fase de mudanças e vou ficar mais velha, é natural que a escrita acompanhe esse processo. 


Como é sua relação com o ato de escrever. É um hábito que a diverte ou já se tornou um processo rotineiro e desgastante com a demanda pelas novas obras?

Escrever é como respirar. Eu preciso escrever, se não fico louca. Não sei se alguém que não escreve um dia conseguirá entender o que é a necessidade de escrever. Eu me divirto muito escrevendo é algo que me faz bem, me coloca de volta nos eixos. Nunca se tornará algo desgastante. Acho que também é pelo fato de eu não ter uma rotina- como eu tenho para estudar por exemplo- que escrever é tão bom.


Você é uma autora que representa uma nova leva de autores brasileiros que ganham espaço. Mas infelizmente as pesquisas apontam que os leitores do país tem diminuído a cada ano. Como você vê esse processo e qual seria uma forma de modificar essa realidade?

É um paradoxo. Eu fico feliz que os autores brasileiros estejam ganhando mais espaço, porque existem vários muito competentes e que merecem esse prestígio. Além do mais, sempre penso que precisamos valorizar primeiro o que é nosso e depois o que vem de fora. Em contra partida, fico muito triste com o número baixo de leitores em nosso país. Sabe qual é o pior? O preconceito. Não só com autores brasileiros, mas com os livros. As pessoas lêem um pedaço de um livro em uma fase da vida delas e dizem que não gostam de ler, porque todos os livros são chatos. E o pior? Nunca mais colocam as mãos num livro! 
O governo teria que incentivar a leitura. Tudo ainda é muito difícil, lento e caro em relação a leitura no Brasil. As escolas teriam que incentivar a leitura também. Por incentivar, eu não quero dizer mandar os alunos lerem um livro para apenas uma prova de peso pequeno. Essa atitude só afasta os estudantes da literatura, eu vejo isso no meu dia a dia. Talvez se atividades fossem mais dinâmicas... Bom, eu não sei de muita coisa sobre a área da educação, mas sei que do jeito que está os livros e alunos estão cada vez mais distantes.


Nossa pergunta temática: Por que ler literatura?

Porque ler é aprender. Porque ler é sonhar com os olhos abertos. Porque ler é viajar para uma outra realidade. É conhecer novas culturas, novas palavras, novas situações. Os livros te preparam para situações que você ainda não viveu e pode muito bem viver um dia. Enfim, eu posso escrever um livro sobre porque ler literatura. A literatura é fascinante!


Com o último volume de Elfos Urbanos chegando você já tem outros projetos em mente ou já sendo escritos?

Eu tenho várias histórias em minha mente e várias poesias escritas, porém o meu foco maior é terminar a trilogia Elfos Urbanos para depois pensar em escrever outra coisa. Sei que nunca vou parar de escrever e espero sempre publicar o que eu escrevo. 


Muito obrigado por ter aceito o nosso convite Eduarda. Por fim deixe uma mensagem sobre o que os seus leitores podem esperar do desfecho da trilogia.

Eu que agradeço ao convite. Adorei a entrevista. Os leitores irão se surpreender com o final da trilogia. Tudo que aconteceu durante A Escolha e A Traição refletirá no final em todos os personagens. Bom, acho que já irão ficar surpresos com o final do segundo livro!

Conheça mais sobre o livro e a escritora:


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