13 de fevereiro de 2012

Entrevista - Amanda Vieira

montagem sobre fotos do blog da autora

A Dracaena é uma das editoras que tem concedido maior espaço para promissores autores nacionais, um destes é sem dúvida a jovem Amanda Vieira que publicou recentemente o thriller com elementos românticos e investigativos O Vale das Borboletas.

Na entrevista que você poderá ler a seguir a simpática escritora nos falou um pouco sobre sua obra, a sensação de sua estreia e mais alguns assuntos relacionados ao seu estilo e à literatura como um todo.


Leia Literatura: Sempre é bom começar perguntando: de onde veio a inspiração para o livro O Vale das Borboletas? 

Amanda: A inspiração veio de um lugar lindo que também tem o nome do livro. Com grutas, montanhas, cachoeiras e borboletas de todas as cores do mundo. 


Pela sinopse percebemos que seu livro mistura elementos de aventura, ação, investigação e romance. Porque a escolha de abordar tantos gêneros diferentes numa mesma obra? 

Na verdade, eu me propus a escrever o livro que eu gostaria de ler ou qualquer outro leitor, por isso ele tem um pouco de tudo, muitos vão se identificar porque é para todos os gostos de leituras. Eu queria escrever algo único, que mesmo não tendo nenhum ser do outro mundo, fosse um livro mágico, está faltando um pouco disso nos livros de hoje, as pessoas não falam de amor, aventura, mistério sem abordar seres mitológicos e o meu livro, mesmo não tendo vampiros, bruxas ou anjos conseguiu unir todos esses elementos. 


Quais os autores que você admira e que inspiraram O Vale das Borboletas? 

Meu autor preferido desde criança sempre foi José de Alencar, hoje, eu gosto muito do Nicholas Sparks, da Meg Cabot. No entanto, não me inspiro em nenhum autor para escrever, gosto de ser original, de escrever do meu modo. Mas um segredo que ainda não contei, é que me inspirei em duas capas da Meg Cabot quando imaginei a minha, a do livro Aprendendo a Seduzir e Liberte meu Coração, vocês podem notar que todas elas têm uma mulher de vestido correndo em uma mata, floresta ou coisa assim, sem mostrar o rosto. 


Em uma postagem do seu blog vimos como você ficou contente com a publicação. Qual foi a sensação de ter em suas mãos o livro que você escreveu todo diagramado e editado? 

Uau! Essa sensação foi maravilhosa, não há uma única palavra que descreva tudo o que senti, minha vontade era sair voando pela janela ou fazer toda a chuva voltar para o céu, só porque o dia era só meu, como se eu tivesse o poder de fazer o que eu quisesse, parecia que tinha criado um mundo e ele estava ali em minhas mãos. 


Escrever para você é sempre um processo prazeroso ou existem momentos em que você se obriga a fazer para cumprir um prazo por exemplo? 

Prazeroso, é como uma brincadeira, divertida, leve. Não escrevo quando não estou com vontade, por isso quem ler o meu livro vai sentir um enorme prazer em fazer isso, a leitura não é cansativa porque nunca escrevi quando estava cansada, no momento estou trabalhando em outro livro, mas não tenho ideia de quando vou terminá-lo, não costumo estabelecer um prazo, gostaria que fosse este ano, mas não é um prazo é um desejo. 


Hoje temos muitas pessoas, incluindo alguns leitores desta entrevista, que querem se tornar autores assim como você. Na sua opinião o que é preciso para se tornar um escritor publicado? 

Fazer o que você sabe de todo o coração, escrever é muito bom, mas temos os nossos limites, não podemos nos pressionar ou iremos escrever algo que não condiz com a nossa essência. Primeiro não gosto de ouvir de alguns autores que para ser um escritor você deva se trancar em um quarto e escrever para cumprir um prazo, isolar-se da sua vida social, deixar de fazer outras coisas que você gosta. Na minha opinião é totalmente o contrária, quanto mais você tiver vida melhor escreverá, você precisa passar por novas experiências, conhecer pessoas, isso ajuda muito, mas o essencial mesmo, é escrever somente quando os personagens estejam dispostos a conversar com você, quando a sua inspiração estiver transbordando, te sufocando para derramar tudo no papel. 


No seu estilo de escrever você prefere a narrativa mais idealizada que permite fugir um pouco da realidade ou realmente tem predileção por retratar a vida de forma mais realista em seus problemas e possíveis tristezas? 

Uma coisa que sempre digo é que tenho um pé na realidade e outro na lua (risos), a minha narrativa dependerá sempre do meu personagem, o foco é ele, a sua personalidade, então, é ele quem decide como vou narrar a história, às vezes idealizo sim, divago, mas tenho momentos em que sou mais realista e exponho o fato como é. 


Você foi publicada pela editora Dracaena que vem lançando muitos títulos brasileiros. Qual a sua opinião sobre o apoio que ela tem lhe dado? 

É extremamente importante encontrar editoras assim, que apoiam os talentos nacionais, porque mesmo com toda a abertura que estamos vivenciando na literatura para novos autores, o mercado ainda é um pouco fechado para nós, por isso, começar em uma editora como a Dracaena fez toda a diferença para o meu trabalho, é muito notável todo o cuidado que ela tem com a nossa obra e o destaque e visibilidade que ganhamos perante os leitores. 


A pergunta temática do nosso site: por que ler literatura? 

A literatura é algo que engrandece o ser humano, são tantas formas diferentes de descobrir o mundo, pessoas, lugares mágicos. Enobrece a alma, aprendemos a sonhar, a voar com a nossa imaginação, vivemos coisas inimagináveis e por fim, aquece o nosso coração, é um amante saudável que lhe proporciona tudo o que você quiser, suspense, aventura, mistério e muito amor. 


Obrigado por ter aceitado o nosso convite Amanda. Para finalizar fale um pouco sobre seus novos projetos literários. 

Eu é que agradeço pelo convite, foi ótimo responder a essa entrevista. No momento, estou trabalhando em um livro que recebeu o título de “A Cura”. É uma história muito linda, uma história de amor, fé e esperança nunca antes contada da forma que estou escrevendo, é um livro único também, um tema diferente de tudo o que há, é pra ter vontade de matar os protagonistas ou morrer com eles, é de partir o coração e reestruturá-lo outra vez. Aguardem porque o livro será uma grata surpresa para vocês. 
Abraços para todos:)

Confira abaixo os links para conhecer mais sobre a autora e seu livro.



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