18 de janeiro de 2012

X-Women (Manara e Claremont) - Crítica / Resenha

Marvel (2010)
Quem é Milo Manara? Simplesmente um italiano considerado mestre na arte de desenhar graças as suas belíssimas figuras sensuais e eróticas. Em razão disso, X-Women é uma HQ completamente concebida para que ele aplique esse seu talento. Já a história, mesmo escrita pelo renomado Chris Claremont, é apenas pretexto.

Quem lê X-Women não demora muito a constatar que o roteiro é literalmente qualquer coisa. Basicamente é a ameaça de uma mulher mutante sem sutiã e com decote gigantesco que tenta utilizar de algumas X-Girls para criar uma guerra e lucrar vendendo armas (o clichê é soberano). Então, as mutantes restantes vão resgatar as sequestradas e para tanto não pouparão micro-vestidos e cenas sensuais completamente desnecessárias à história.

É muito interessante ver o despropósito narrativo dos abraços de mulheres, sempre focando aquela parte de trás. Pois, diferente dos estadunidenses, Manara prefere o bumbum aos seios. 

Então tome cenas e mais cenas de mulheres juntas que sempre privilegiam focalizar as partes baixas. Aliás, em X-Women é proibido usar qualquer tipo de acessório para as pernas que não permita uma visão panorâmica do, por assim dizer, cofrinho; isso quando há algum tipo de vestimenta na região, pois nos demais momentos só está presente o clássico erótico "blusa e calcinha".

Você pode até achar que eu estou exagerando, mas basta folhear a revista para perceber que que umas 90% das páginas tem pelo menos um enfoque erótico sem a mínima necessidade. Mesmo o roteiro serviçal de Claremont não consegue justificar a maioria dessas tomadas.

Tudo bem que as ilustrações de Manara realmente são muito bonitas, dignas realmente de um mestre. Mas, seria muito mais lógico lhe propor um livro onde ele simplesmente exerceria a sua arte em imagens independentes, sem a necessidade de uma história. Com isso o grande artista ganharia mais liberdade e o argumento extremamente pobre sairia de cena.

Agora cabe ressaltar, porém, é que mesmo sendo uma HQ para e completamente pelo Manara; sua capacidade não está na melhor apresentação. Em cenas de intenso movimento são evidentes falhas nas representações anatômicas com posições que nenhum ser humano faria. Nada que nem de longe possa deixar os desenhos ruins, mas, talvez, seja uma sugestão de que esse quadrinho tenha lá seu elemento de "a toque de caixa" até mesmo para o seu reverenciado autor.

X-Women pode até valer como um objeto de apreciação da arte do mestre italiano desenhando o gênero de super-heróis. Mas, avaliando como uma HQ que precisa conter uma história e coerência, o título se aproxima bastante do fiasco completo em termos de qualidade.

Assim, compre X-Women se quer ver Manara brincando com as sensuais heroínas mutantes da Marvel. No entanto, se deseja uma boa história passe longe porque o título consegue a façanha de explorar mais a imagem feminina (sua intenção) e ter um roteiro pior do que o das atuais HQs de linha.

Ah, nem vou me dar o trabalho de comentar o esdrúxulo subtítulo brasileiro: "Garotas em Fuga".


(obs: O título em português é X-Men: Garotas em Fuga. X-Woman é o nome original)



1 de 5  (Ruim)


3 comentários:

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