14 de janeiro de 2012

Vida Roubada (Jaycee Dugard) - Resenha do Primeiro Capítulo

É difícil entender como alguém consegue depois de poucos anos relatar uma história de intenso sofrimento. Mesmo os dissabores típicos do cotidiano são ruins de serem recordados pela esmagadora maioria de nós, seres humanos. Mas é isso que faz a jovem Jaycee Lee Dugard no livro A Vida Roubada; um relato cru e objetivo diante de um cenário tão doloroso que felizmente a maioria de nós jamais experienciará.

Segundo ela própria afirma na introdução, sua obra tem duas funções; esclarecer sobre o que aconteceu durante os seus 18 anos de cativeiro e ser um alerta para que famílias e quaisquer pessoas comecem a se preocupar mais sobre o que pode estar ocorrendo com aqueles que os rodeiam; podendo assim, talvez, descobrir e evitar casos tão absurdos quanto o seu. Situações essas que provavelmente podem estar ocorrendo neste instante, enquanto você lê este texto.

Pelo primeiro capítulo é perceptível que a maneira pela qual Jaycee conseguiu expor sua história foi por meio de um relato pessoal distante. Ainda que a obra seja narrada em primeira pessoa, ela não soa como uma expressão genuína de quem está presente em uma situação e sim de alguma pessoa que, afastada, pode descrever com frieza aquilo que se passou; como se suas memórias pertencessem a algo que não é mais seu, mas que ainda conhece muito bem.

É justamente na objetividade desta narrativa direta que está o grande atrativo do livro. É simplesmente um relato real, nu e desmascarado de uma menina que conheceu algo do pior que a miséria humana pode oferecer.

O livro, como era de esperar, não se destaca por seu estilo, nem por sua originalidade na forma ou muito menos pela capacidade de entreter. É uma obra descritiva e direta de um episódio triste e cruel.

Assim, Vida Roubada logo demonstra que não é uma obra artística. A ideia é ser a narração objetiva de um fato, como uma reportagem; mas onde a jornalista vivenciou os fatos, sentiu as dores e conseguiu sobreviver a ponto de recordar o seu sofrimento ocultando a sua pessoalidade.

Recomendo Para Quem:

-Não vê a leitura essencialmente como meio de entretenimento
-Quer conhecer melhor alguns dos aspectos mais cruéis da condição humana
-Não evita histórias tristes
-Gosta de abordagens diretas e objetivas sobre fatos reais.



Sinopse
Em junho de 1991, aos 11 anos de idade, Jaycee Lee Dugard foi raptada enquanto esperava o ônibus da escola. Pelos próximos 18 anos, sua vida se tornou um verdadeiro pesadelo. Abusada pelo homem que a sequestrou, acabou se tornando mãe de duas crianças – e, de certa forma, também irmã, para tentar aplacar o intenso isolamento em que vivia. 
Encorajada a esquecer sua vida antes do sequestro, Jaycee não podia nem mesmo mencionar seu nome. Este relato forte e admirável nos é contado em Vida roubada, a verdadeira história de uma sobrevivente, contada em suas próprias palavras.  Fonte: http://www.sinopses.leialiteratura.com/2011/11/vida-roubada-jaycee-dugard-leia-online.html

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