19 de janeiro de 2012

Ser Original Traz Sucesso - (Coluna) Ler é Compreender

foto: emprego e carreira
Muitos são aqueles que pretendem se tornar escritores atualmente, até porque algumas editoras e sobretudo a internet permitiram que o acesso do pretenso autor a uma publicadora ficasse bem mais simples do que há alguns anos atrás.

Porém, com o aumento da oportunidade também cresce na mesma medida a concorrência e com ela necessariamente surgem os desafios de superar tantos outros que tem o mesmo anseio. Uma disputa dura e difícil de transpor.

Eu certamente não sou a pessoa mais indicada que existe para dar dicas, afinal nunca publiquei uma obra seja por qualquer meio, mas acredito que observando exemplos todos os dias ao procurar notícias e assuntos relevantes para o Leia Literatura posso destacar um problema comum cometido por grandes parte de quem gosta de escrever; repetir fórmulas de sucesso literalmente.

Não que eu esteja dizendo que um livro não possa apreender alguns elementos consagrados. Aliás clichês são bem-vindos em obras que figuram nas listas de mais vendidos, como eu até já falei neste artigo aqui sobre como fazer um livro de sucesso.

Entretanto, muitos esquecem de que quando se copia algo sempre se estará sujeito a comparações com o original simplesmente porque aquilo que é pioneiro tem sempre muito valor. Muitos (incluindo eu mesmo) podem até não estar satisfeitos com a qualidade literária de best-sellers atuais como os romances de Dan Brown, ou best-seller juvenil Crepúsculo. Mas, por pior que eles possam ser em termos de virtudes narrativas (não que sejam, necessariamente) o seu destaque vem em grande parte do fato de terem trazidos novos elementos aos seus respectivos gêneros.

Dan Brown, por exemplo, foi diferenciado ao colocar argumentos religiosos polêmicos, mas críveis a uma primeira vista não tão cuidadosa, em um thriller de leitura fácil cheio de ganchos e reviravoltas (O Código da Vinci). Com isso conseguiu se tornar sucesso em todo mundo puxando todas as suas demais obras anteriores.

Crepúsculo, por sua vez, foi resultado do olho clínico de Stephenie Meyer que soube como escrever para uma juventude contemporânea, sobretudo feminina, com seres fantásticos que correspondiam aos anseios das jovens garotas. Sua descrição inovadora dos  vampiros e lobisomens, deixando de lado grande parte da tradição, foi um tiro certeiro de originalidade. E mesmo as pessoas que tem horror ao ver um vampiro que decide passar sua vida no colegial tem de concordar que Meyer foi criativa.

Seguir regras pré-estabelecidas é algo que sempre ocorrerá, mas parece bastante claro que o livro que nasce como imitação de um outro já existente sempre ficará a sombra de seu antecessor. Por isso, vale bem mais partir de um gênero e deixar que as suas próprias ideias ajam. Vários elementos sempre serão tomados de livros anteriores, afinal a fórmula do êxito é real. Mas, o que grande parte daqueles que pesquisam esses elementos comuns nos grandes livros de sucesso costuma omitir é que quase sempre tem algo de realmente novo na abordagem de cada um destes títulos em específico. 

Por causa disso, é importante que nós, pretendentes à escrita, sempre lembremos que escrever tem que ser uma tarefa pelo menos um pouco autêntica, pois a relevância de um livro sempre costuma estar naquele elemento ou naquela abordagem inovadora que ninguém nunca leu antes; ao menos não daquela maneira.



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