30 de abril de 2011

Os Livros mais vendidos da Semana [04/05/11] - Comentário


Mais uma edição de livros mais vendidos sem grandes novidades, aliás entre os 5 primeiros de cada gênero as mudanças ocorreram por meio de livros que já ocuparam as primeiras posições em outras oportunidades, portanto resta fazer uma pequena análise criativa para ocupar espaço, para ler comentários anteriores clique aqui.

29 de abril de 2011

O Doce Veneno do Escorpião (Bruna Surfistinha) - Crítica


Blog, livro, filme, todos colhendo sucesso inegável, esta é a trajetória da história de prostituta de Raquel Pacheco relatando sua difícil vida numa das mais estigmatizadas profissões existentes. Porém sucesso nem sempre significa qualidade e no caso de Raquel isto e notório, o filme, que não é roteiro dela, é bom mas nem tanto, já o livro é ainda mais fraco em questão de competência narrativa.

27 de abril de 2011

Entrevista - Luiza Salazar


Luiza Salazar é uma jovem escritora nacional que ficou conhecida recentemente por publicar o romance fantástico "Os Setes Selos" pela editora Underworld. O sucesso da obra vem servindo de estímulo para autoras e autores que também desejam ver seus livros publicados.

Gentilmente Luiza concedeu a nós uma entrevista via e-mail neste último dia 26 onde falou de vários assuntos; desde a recepção dos leitores as suas obras até sua responsabilidade perante os fãs e novos projetos.

25 de abril de 2011

Contos Escolhidos (Machado de Assis) - Crítica


Para muitos Machado de Assis é o melhor escritor do Brasil, eu sou um destes apesar de admitir que isto não é um consenso. Todavia o importante aqui é revelar que opinar sobre livros de Machado é uma atividade em que já parto de um pressuposto positivo, ainda que me esforce para não fazê-lo, devido a minha simpatia pelo estilo de escrita do autor e pela sua qualidade patente, características impressas nos contos da coletânea "Contos Escolhidos" da editora Martin Claret.

23 de abril de 2011

Diario De Guantánamo: Os Detentos E As Historias que Eles Me Contaram - Crítica



A Prisão da Baía de Guantánamo em Cuba é uma contradição aos princípios democráticos, é essa a preocupação de Mahvish Khan, afegã que que escreveu um matéria marcante para o jornal The Washington Post que depois foi expandida e transformou-se em um best-seller de sucesso que ajudou muitos leitores a conhecer melhor a realidade do local, onde leis primárias se curvam aos interesses políticos da visão de mundo imperialista e paranóica dos EUA.


Fundação Futuro 1 - Crítica


Nos EUA aconteceu recentemente um evento extremamente recorrente no mundo dos quadrinhos: morte. Quase toda vez que alguma editora pretende iniciar ou terminar algo e quer gerar alguma noção de importância parece existir uma regra que estabelece que é preciso matar alguém, normalmente são personagens menores que tem apenas dois ou três fãs, sendo que 2 são provavelmente os criadores. Recentemente a morte que mais causou comoção foi a do Tocha Humana (oi?), membro do Quarteto Fantástico (aquele que pegava fogo para você que só assistiu ao filme), membro importante no universo Marvel.

Nós sabemos, porém, que mortes em hqs não costumam durar, é capaz que ele retorne daqui a um ano, porém a idéia é iniciar uma nova fase onde o Fantastic Four (quarteto fantástico) se torna Future  Foundation (fundação futuro) mantendo o "FF" mas iniciando o projeto que promete ser a representação de um novo paradigma na Marvel (o "Futuro" não esta ali à toa).

Pela internet pude ter acesso a primeira edição da hq, e como edições 1 são normalmente importantes e recordadas por muito tempo fiz questão de ler, porém a história é bem aquém de ser boa, basicamente ela mostra a chegada do Homem-Aranha (ele mesmo) para preencher a vaga de Johnny Storm (o tocha), segundo a Marvel não seria bem isso já que a nova FF é um grupo bem maior que 4 integrantes, mas o tronco primordial continua um quarteto com  o aracnídeo assumindo a posição do falecido.

O problema de introduções é que elas precisam fazer transições, aí acaba sendo obrigatório mostrar personagem a personagem, todos lamentando a morte do Tocha Humana de maneira pouco relevante, apenas para mostrar aos leitores que há uma preocupação e que todos não passaram simplesmente por cima da morte do companheiro. É claro que isso é obrigatório mas poderia ter sido melhor trabalhado sem qualquer dúvida.

Há um princípio de confronto também em dado momento, onde a nova equipe fica prestes a confrontar a IMA (idéias mecânicas avançadas) mas eles acabam se transportando e nada acontece realmente a não ser umas poucas bordoadas do Coisa.

O clima geral da edição é querer transmitir uma idéia de importância, uma concepção de que você está se deparando com um prelúdio de uma série de eventos de grande apelo, porém não é isto que se constata quando lê, pois é uma história arrastada, comprometida com a confusa cronologia Marvel e com vários personagens de pouca consideração. Porém a opção por uma narrativa melancólica é acertada e funciona bem, acaba prejudicando um pouco a impressão de relevância do evento mas em linhas gerais ao menos convence na proposta de deixar o acontecimento com ares de tristeza.

O grande destaque da edição, para mim, são as ilustrações nas diferentes capas que variam para aumentar o índice de vendas, elas sim passam a idéia de um novo início assim como os uniformes que estranhos como são a primeira vista, ajudam a transmitir a idéia de um novo momento. O FF das capas também ficou muito legal, diferente e adequado por trazer consigo a idéia de mudança pretendida, já nos desenhos propriamente ditos destaco sobretudo a capa que homenageia o antigo estilo dos quadrinhos de heróis (que ilustra este artigo), realmente lembra bem uma edição mais antiga e não sei se é só nostalgia mas parece que naquela época havia algo de especial  que demonstrava melhor o espírito "super-heróico".

Se essa nova formação vai vingar ou não é muito difícil dizer, tem lá o Homem-Aranha que normalmente vende bem e que por isso é um curinga usado pela Marvel também nos Vingadores, onde deu certo, já proposta de mudança, enquanto proposta ao menos, é interessante. 

Em suma, a primeira edição acompanha a pouca qualidade dos quadrinhos Marvel mas deixa nos otimistas esperança de um Futuro melhor.


Ewerton Gonçalves



22 de abril de 2011

Os Livros mais vendidos da Semana [27/04/11] -Comentário


Duas novidades dentre os 5 livros mais vendidos de cada gênero nesta semana, para as obras que já apareciam nas edições anteriores e que portanto não serão mencionadas neste texto clique aqui.

Melhor Rede Social de Livros do Brasil - Comentário


As redes sociais são ferramentas muito úteis para fazer amigos ou apenas conhecer pessoas interessantes que tenham coisas em comum com você. Por isso nada mais natural que existam sites que sejam  focados em temas específicos reunindo interesses similares em algo, como o blog chama-se Leia Literatura a minha missão aqui é falar deste melhor "agregador de pessoas" no ambiente literário.

Entretanto admito que meu conhecimento sobre redes sociais em geral não é dos maiores, sobretudo quando elas funcionam em língua estrangeira (inglês quase sempre). Por isso me limitei a analisar a oferta nacional de sites deste gênero no Brasil e cheguei basicamente a dois nomes de maior relevância na atualidade; o emergente O Livreiro e o já consolidado Skoob.

17 de abril de 2011

O Pequeno Príncipe - "Crítica"


É difícil aliar qualidade e simplicidade e estas sempre foram as palavras-chave para a constituição de um livro infantil ideal. O Pequeno Príncipe é um exemplo de que por mais que seja complexa a tarefa de unir essas duas características é algo que, se realizado com rara competência, pode se tornar uma obra-prima que transcende faixas etárias e diferentes estados de maturidade intelectual e social.

16 de abril de 2011

Os Livros mais vendidos da Semana [20/04/11] -Comentário


Nesta semana não há novidades entre os 5 primeiros de cada lista, se você é novo por aqui explico: são os novos livros que aparecem nas cinco primeiras posições de cada gênero que eu costumo comentar nesta coluna. Portanto hoje vou falar um pouco das publicações que lideram as listas, como eu não costumo pensar exatamente igual (eu e qualquer outra pessoa) deve existir alguma diferença em relação aquilo que já falei em posts anteriores que torne o que eu vou dizer relevante, você pode conferir a coluna da semana passada clicando aqui.

15 de abril de 2011

Super Interessante (Revista) - "Crítica"

(foto: Edição de Abril de 2011)

Revista sobre ciência mais vendida do Brasil, a Super Interessante motivou muitos e gerou interesses em assuntos aparentemente complexos para pessoas leigas graças a sua linguagem simples e atraente que ainda assim continuava mantendo o compromisso com a informação.

14 de abril de 2011

Pedagogia da Autonomia (Paulo Freire) - Crítica / Resenha


Quem já leu Paulo Freire sabe bem do que se trata, simplicidade (que beira a redundância) e a defesa de uma educação progressista e participativa onde aluno e professor exercem, ao menos em tese, papéis de importância semelhantes e complementares no processo pedagógico.

11 de abril de 2011

Os Livros mais vendidos da Semana [13/04/11] -Comentário


Mais uma vez temos apenas uma novidade nos 5 mais vendidos de cada lista, hoje a alteração é um livro de auto ajuda, mais um daqueles que apontam uma quantidade de específica de dicas para alcançar algum objetivo que na maioria das vezes não se alcança, mas enfim, antes de comentar este livro brevemente, para ler notas anteriores das obras que aqui não aparecem e não serão mencionadas clique aqui.

9 de abril de 2011

Diário de Anne Frank - "Crítica"


Autenticidade, sinceridade e competência ímpar numa descrição de um dos mais terríveis (e 
importantes) momentos da história da humanidade; o holocausto e todas as demais implicações do desumano regime nazista que assombrou a Europa em meados do século XX. Essa é uma forma rápida e simplificada de demonstrar a importância do diário escrito por Anne frank, garota judia que  enfrentou os horrores da segunda guerra.

Quando Annelisse Maria Frank escrevia regularmente em seu diário e relatava todas as dificuldades enfrentadas por ela e por seus familiares enquanto se escondiam das investidas da Alemanha nazista, provavelmente jamais imaginava que sua obra ganharia tal importância, o relato de uma autora que apesar de jovem (faleceu aos 15 anos em um campo de concentração) era bastante culta para a idade, demonstra de uma maneira desconcertantemente autêntica a realidade de um período de tamanha desgraça como aquele.

Como sabemos diários são despidos de heroísmos ou dramas que tentam fazer parecer serem mais importantes do que são em verdade, afinal tratam-se de expressão íntima, e é exatamente isso que constata-se na obra; a autenticidade de uma menina que vê sua vida abalada de maneira absurda mas que nem por isso perde as características e preocupações referentes a sua idade,  muito embora elas sejam moldadas pelo contexto.

Assim a obra mescla dois carateres de maneira assaz competente: o histórico enquanto denotativa e descritiva dos acontecimentos e da vida dos judeus, sobretudo ao se esconderem de seus captores; e literária ao demonstrar a visão pessoal, e por consequência sentimental, de uma garota bastante familiarizada com a escrita.

Para mim, ler o Diário de Anne Frank é praticamente essencial, dificilmente algo consegue ser tão importante, real e, de lambuja, bem escrito como esta obra, recomendação mais do que óbvia de uma literatura mais do que digna de consagração em decorrência de suas circunstâncias.

Ewerton Gonçalves

(4 de 5 - Muito Bom)


5 de abril de 2011

Os Livros mais vendidos da Semana [06/04/11] -Comentário


Na verdade hoje não tem quase, entenda bem, quase nenhuma novidade em relação ao top 5 da semana passada, o quase fica por conta da obra "A Fúria dos Reis" que para quem ainda não fez a associação é o novo livro da saga "Crônicas de Gelo e Fogo" que é mais conhecida entre os não-fãs por meio do título do primeiro volume da saga; "Guerra dos Tronos"

3 de abril de 2011

História da Filosofia (Giovanni Reale & Dario Antisieri) - Crítica

Nesta seção eu geralmente tematizo livros que li por completo, não é o caso deste uma vez que minha relação com a obra se deu por vária consultas que fiz a ela nos trabalhos de filosofia que realizei.

O Livro é muito bom, como é dividido em três volumes há mais espaço para abordagem dos temas, evidente que ainda assim há simplificação, todavia isto não se trata de um problema, na verdade é algo que necessariamente terá de acontecer quando o objetivo for tratar de toda a história da filosofia.

O consagrado autor Geovanni Reale e seu parceiro Antiseri ousam porém ir além da mera narrativa histórica, o livro pode ser melhor interpretado como uma espécie de "história filosofante da filosofia" (citando alguém que eu esqueci quem é), o que significa que ele não pretende apenas expor fatos e sim analisá-los criticamente atribuindo juízos de valor e de importância para todas as correntes de pensamento.

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