21 de dezembro de 2011

Lobo versus Papai Noel (DC Comics) - Crítica / Resenha

Editora Metal Pesado (Licenciado pela DC Comics) / 1998


Avaliar uma hq que se propõe a quase nada, a não ser mera diversão violenta e sem sentido com humor negro, é uma tarefa um tanto complicada, beirando ao contraditório já que a qualidade de Lobo vs Papai Noel só existe quando não pensamos muito sobre ela.

A história é uma típica narrativa do personagem Lobo, famoso pelo seu comportamento de desprezo total e completo por todas as convenções sociais, agindo tão somente conforme seus anseios egoístas de lucro financeiro  e prazeres variados que costumam ser bebidas e drogas. 

O "desprendimento" do Maioral (como o protagonista é conhecido), porém, não se limita apenas a ele mas sim a toda a história. Desde o traço completamente descuidado e rudimentar aos enredos de lógica contestável que só funcionam como ensejo para a morte do Papai Noel, tudo é projetado para o ser o menos sério e mais absurdo possível.

Para um melhor entendimento basta mencionar que Lobo vs Papai Noel conta a saga de um casal que pretende matar os filhos temendo represálias por não terem comprado presentes de Natal para as crianças assassinas em potencial. Porém, um misterioso livro aparece sugerindo que se este fosse lido para os pequenos monstrinhos eles não mais iriam representar perigo em virtude do trauma decorrente, a história desta obra é justamente a saga do Lobo contratado pelo Coelhinho da Páscoa para "dar cabo" do bom velhinho - que na história não tem nada de bom sendo um ditador conhecido como "esmagador".

Não tem porque acrescentar muito mais sem revelar spoilers, todavia é importante ressaltar que a história toda é uma sucessão de brigas e confrontos com violência na proporção inversa do desenvolvimento lógico... Ah, e acho que ficou completamente desnecessário alertar que não é uma narrativa politicamente correta.

Lobo vs Papai Noel então é uma obra honesta, funcionando como típica diversão ao estilo "cérebro desligado". Além do mais, na época de Natal onde vemos tantas demonstrações artificiais e falsificadas de discursos de otimismo e bom-mocismo é sempre bom ver algo que simplesmente ignora e vai de encontro a tudo isto.

Entretanto, fica a impressão de que em alguns momentos poderia ter havido mais criatividade, conhecendo as histórias do Lobo pelo começo você adivinha o fim, excetuando alguns detalhes mais específicos. Da mesma forma fica a impressão de que tudo poderia ser ainda mais louco e absurdo se fosse melhor explorado.

Assim a hq não alcança todo seu potencial, mas sustenta seu propósito de divertimento completamente despretensioso no confronto ao puritanismo natalino condizente com a personalidade do protagonista.


(3 de 5 / Bom)



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