27 de novembro de 2011

Livro que Mostra Lampião como Homossexual é Proibido pela Justiça


O juiz Aldo Albuquerque de Aracaju (SE) proibiu nesta quinta-feira (24/11) a publicação do livro “Lampião – o Mata Sete" do também juiz, só que aposentado, Pedro de Morais. A ação que motivou a proibição foi movida pela família do cangaceiro por considerar a obra ofensiva ao sugerir que Lampião era homossexual e que sua companheira, a Maria Bonita, era adúltera.

Segundo o livro, Virgulino Ferreira (o Lampião) tinha um caso com o também cangaceiro Luiz Pedro que, por sua vez, se relacionava com Maria Bonita formando assim um curioso triângulo amoroso. A obra ainda sugere que a filha do casal (a ainda viva Expedita Ferreira Nunes) não era biologicamente legítima do "Rei do Cangaço", mas não apenas por sua homossexualidade e sim porque ele haveria recebido um tiro nos órgãos genitais em 1922, 10 anos antes do nascimento da menina.

Por essa razão, o escritor Pedro de Morais afirmou que irá recorrer da decisão jurídica alegando que suas conclusões são advindas de pesquisas sérias em livros, artigos e revistas. Além disso ele afirma que poucos são os indícios que se coadunam com a visão romanceada que se tem de Lampião como uma espécie de herói. “Nenhuma virtude eu encontrei no bandido em qualquer ato seu”, afirmou o autor em declaração.

Quanto a questão da homossexualidade, especificamente, o escritor faz questão de esclarecer que este não é o tema central da obra e quenão é um fato novo. Entre as informações citadas no livro está o estudo promovido pelo antropólogo baiano Luís Mott que sugeriu controvérsias acerca da fama de "machão" do cangaceiro através de alguns hábitos que ele possuía.

Pedro de Morais acredita que conseguirá lançar sua obra durante a próxima semana na sede da OAB em Aracaju, como havia previsto anteriormente.

Informação e Foto: Notícias UOL & Paraiba.com.br

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