14 de outubro de 2011

Superman 1 (Os Novos 52) - Crítica / Resenha


George Pérez já escreveu inúmeros quadrinhos para as editoras dos EUA sendo por muitos considerado um mestre do gênero graças a histórias como a junção entre Liga da Justiça e Vingadores e a mega-saga Crise nas Infintas Terras que foi a primeira a ter a coragem de reformular o confuso universo de múltiplas terras da DC Comics, e com grande competência diga-se de passagem.

Agora ele aparece na mais nova das 337.000 várias reformulações, essa que promete não ter crises daqui para a frente (sei...)  e se sai bem novamente, não com a genialidade que muitos lhe atribuem mas com a competência de quem conhece o que é um super-herói dos EUA.

A história de Superman 1 obviamente não irá  figurar entre as grandes de Pérez mas funciona equilibrando os elementos clássicos da história do herói. Na narrativa estão presente as cenas de ação contra inimigos interestelares, o cotidiano da vida do jornalista Clark Kent (o pano de fundo por sinal) e o drama do chove não molha entre ele e sua amada e enérgica Lois Lane.

Fora o bom mocismo que não aparece neste número 1 e a cueca por cima da calça que realmente é substituída por um cinto bem mais condizente com a estética, é uma razoável história clássica que trata da ética jornalística permeada pelo drama do homem mais forte do mundo enfrentando alienígenas, além disso é bom salientar que ela tem começo meio e fim, apesar de deixar espaço para continuações.

Já a arte de Jesús Merino é bem interessante; rica em detalhes e competente em reproduzir feições e aspectos anatômicos faz lembrar os quadrinhos antigos, o que só aumentaria caso o colorido não fosse tão forte. Algumas vezes pode-se até entrever alguns exageros como sombras em demasia que parecem deixar a arte um pouco "suja" mas isso é mínimo e no todo os desenhos são muito bem desenvolvidos.

Supermam 1 é aquele tipo de história que não ousa mas segue com competência uma boa cartilha, nada de tão surpreendente quando se pensa em Pérez que é, simplesmente, um dos que  ajudaram a moldar o próprio conceito de herói nos EUA. Poderia ser melhor sem dúvida, mas ali está o Super-Homem.


(Bom)

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