8 de setembro de 2011

O Céu Está em Todo Lugar (Jandy Nelson) - Crítica / Resenha


Sinopse
Eu deveria estar de luto, não me apaixonando. Às vezes é preciso perder tudo, para encontrar a si mesmo... Lennie Walker, obcecada por livros e música, tocava clarinete e vivia de forma segura e feliz, à sombra de sua brilhante irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre de forma abrupta, Lennie é lançada ao centro de sua própria vida, e, apesar de não ter nenhum histórico com rapazes, ela se vê, subitamente, lutando para encontrar o equilíbrio entre dois: um deles a tira da tristeza, o outro a consola. O romance é uma celebração do amor, também um retrato da perda. A luta de Lennie, para encontrar sua própria melodia em meio ao ruído que a circunda, é sempre honesta, porém hilária e, sobretudo, inesquecível.


Gente! Eu posso dizer do fundo do meu coração: Este livro foi o melhor que li este ano e vai para minha estante de favoritos. Há bastante tempo eu não dava nota 05, mas esse realmente merece esta avaliação.

Agora vamos mergulhar nessa história, Lennon Walker é uma garota de dezessete anos e prefere ser chamada de Lennie ou Len, ela perdeu precocemente sua irmã Bailey, e isso foi demais, ela vivia a sombra de sua irmã mais velha. Para Len, Bailey era sua guia e quando ela a perdeu ficou sem rumo. Por tempos sofreu juntamente com os dias apagados de chuva, afinal não havia razão para sentir alegria, a morte da irmã estava inteira nela, refletida nas suas roupas escuras.

“Como vou sobreviver a esta saudade? Como os outros fazem? As pessoas morrem o tempo todo. Todo dia. Toda hora. Há famílias no mundo olhando para camas em que ninguém mais dorme, para sapatos que não serão mais usados (...). Há pessoas em todo lugar na fila do cinema, comprando cortinas, passeando com os cachorros, enquanto, por dentro com o coração despedaçado. Durante anos. A vida toda. Não acredito que o tempo cura.Não quero. Se curar, não significa que aceitei o mundo sem ela.” Lennie, página 258.

Após um mês de luto profundo, ela retorna a escola, reencontra colegas pesarosos com a fatalidade e Sarah (sua amiga). Mas também, Len conhece o novo aluno, Joe, um garoto feliz que tem o sorriso do tamanho dos EUA. A alegria de Joe é capaz de contagiar Lennie, mas ela se sente culpada ao sentir qualquer momento felicidade, não deveria se sentir feliz se sua irmã estava morta. Len sentia como tivesse perdido a vida também, ou então esta estivesse esvaindo, assim como a plantinha de sua vó, esta planta sempre refletiu o estado emocional da neta. Lennie vive com a avó e seu tio Big, pois a mãe abandonou as filhas quando ela tinha um de idade, eles são sua família e fazem tudo para ajudá-la a enfrentar seus problemas. Sua tristeza tem um acompanhante, Toby, namorado de Bailey, unidos pela perda, eles se aproximam, até se beijam como se ficar juntos trouxesse a presença de sua irmã de volta. Lennie Walker viverá momentos intensos, entre superar a perda de sua irmã e descobrir o verdadeiro amor.

Parece tudo muito triste não?! Mas posso jurar que apesar de todo dilema vivido por Len, você dará muuiiiiiiiiiiiiiitas risadas com ela principalmente com seus pensamentos e suas deduções mirabolantes sobre o amor e o sexo. Pode confiar é diversão certa! Além disso, é impressionante a veracidade e intensidade dos sentimentos vividos pelos personagens, sobretudo Lennie, por onde ela passa fica um poema no papel de bala, de pirulito, no pedaço de jornal, na contracapa do livro, no tronco de uma árvore, no banco da praça, na parede do banheiro, até na sola do sapato, soltos ao vento ou presos embaixo de uma pedra. Esses poemas são desabafos de sua dor e são retratados no livro através de lindas gravuras e isto dá um toque todo especial.

Em O céu está em todo lugar há superação, perdão, compreensão e amor. Existem várias citações metafóricas de romances antigos como: Orgulho e Preconceito, O amante de Lady Charteley, mas é O morro dos ventos uivantes, de E. Brontë que dá o tom ao livro, pois a protagonista se identifica demais com a história de Heathcliff e Cathy e leu esta 23 vezes!

“Não importa para onde olhe para dentro de mim, sempre encontro mais amor por ele, por tudo nele, pela sua raiva e sua ternura. Está tão vivo e me faz sentir que posso arrancar um pedaço da Terra inteira. Ah, se as palavras não me trapaceassem hoje, se tivesse gritado para ele: Eu entendo, sim! Entendo que , enquanto viver, ninguém via mais amá-lo do jeito que eu amo. Tenho um coração para entregar inteiro a você! É exatamente assim que me sinto, mas, infelizmente, as pessoas só falam assim nos romances vitorianos” Lennie página 324.

A leitura em primeira pessoa é deliciosa e o livro é lindo em todos os sentidos: de capa, contracapa, diagramação, páginas, cores, as gravuras dos poemas de Lennie e principalmente conteúdo. Foi interessante, nunca li uma obra onde as letras fossem azuis! Perfeito, em tudo! Por tudo isso, não é à toa que esta história é premiadíssima em diversas categorias, parabéns a autora, que nunca eu tinha ouvido falar, mas já me cativou! E devo confessar, não gosto de riscar meus livros, mas tive vontade de grifar várias passagens para que ficassem marcadas também em minha memória.

“Lembra-se de como foi quando nos beijamos? Quantidades e quantidades de luz lançadas diretamente sobre nós. Uma corda pendendo do céu. Como a palavra amor e a palavra vida conseguem caber na boca?” Lennie, página 341

Amores, depois disso só posso dizer leiam! Vocês vão se emocionar assim como eu...

Sunny and blue kisses, 

Bella :)


5 de 5

Um comentário:

  1. A melhor resenha sobre esse livro que eu já lí!!! Me convenceu,vou comprar ;)

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