20 de setembro de 2011

Entrevista - Vanessa Santos

Montagem sobre fotos do blog Leia 1 Livro e do site da autora

Vanessa Santos é mais uma daquelas escritoras brasileiras que com muito esforço e apreço a literatura conseguiu tornar o sonho de publicar um livro realidade, no seu caso através da editora Usina de Letras.

A seguir você poderá ler a entrevista que fizemos com a simpática autora de A Irmandade sobre sua obra, pretensões e assuntos em geral relacionados ao universo da literatura, boa leitura!


Leia Literatura: Muito obrigado por aceitado nosso convite Vanessa. Primeiramente é sempre bom perguntar de onde veio a inspiração para escrever um livro de suspense e mistério como A Irmandade? 

Vanessa Santos: Eu que agradeço o convite, Ewerton! Bom, a inspiração para “A Irmandade” vem da minha paixão por thrillers e suspense, claro! Sou apaixonada pelas obras do Dan Brown, eu diria que ele foi minha maior inspiração para escrever este livro. Assim como os filmes da Trilogia Bourne. Também gosto muito de séries como CSI (e suas muitas variações!), Dexter e House,que me inspiram quanto ao tom, o ritmo dos diálogos e de transição de cenas. 

Quanto de suas experiências pessoais e quanto de imaginação você utilizou para escrever o seu livro?
    
Das experiências pessoais, no início do livro, o personagem Moisés passa por uma série de eventos que ocorrem na cidade do Rio de Janeiro, principalmente nos trens e na praia de Ipanema, e essas cenas são baseadas em cenas reais que eu vivi e observei nos meus caminhos de todo dia pela cidade. De resto, imaginação, muita imaginação e pesquisa. Alguns personagens são inspirados em amigos meus, e eu definitivamente uso uma ou outra característica da personalidade deles nos personagens (na maior parte do tempo são mais características físicas que pego deles).

A Irmandade tem alcançado o sucesso que você esperava?

Tratando-se de um livro lançado por uma editora pequena (embora eles tenham crescido bastante!), com uma tiragem bem pequena, acho que tem atingido até mais sucesso do que eu esperava! Tudo isso graças à internet, aos blogs literários que comentam sobre o livro, às pessoas que conheci na Bienal de São Paulo do ano passado, pessoas de vários estados. Tudo isso fez com que meu livro fosse conhecido por mais pessoas do que imaginei que poderiam ter acesso a ele!

O seu livro tem recebido, em geral, boas críticas dos blogueiros literários. Qual a importância do papel que eles desempenham para autores que estão crecendo como você?

É através dos blogueiros literários, que são lidos por milhares de pessoas do país todo que é possível que obras como a minha fiquem mais conhecidas. Autores que estão começando, como eu, geralmente não tem dinheiro para arcar com os custos de uma divulgação em larga escala, e com essa grande popularidade de títulos estrangeiros no país, não é muito comum o leitor dar muita preferência a autores nacionais, ainda mais novatos no ramo.Soma-se à dificuldade da distribuição do livro, que por ter poucos exemplares não pode ser distribuído por muitas livrarias, os blogueiros ajudam para que esses livros possam ser conhecidos e entrem, inclusive, para a lista de leitura de pessoas que não iriam reparar neles de outra forma. Os posts dos blogueiros sobre os livros atraem a atenção para essas obras e seus autores. 

No que se refere ao método, você acredita que o mais importante é escrever buscando agradar aos leitores ou a si mesma?

Quando escrevi, não pensei nessa questão, fiz a melhor história que podia naquele momento. Eu acredito em escrever aquilo que agrada a você antes de qualquer outro, pois pode ter certeza que haverá pessoas para gostar.

Seu livro foi lançado por meio de uma editora relativamente pequena. Porque a escolha da Usina de Letras?

Na verdade, a Usina de Letras foi a primeira editora que se abriu a uma obra minha e se dispôs a publicá-la. Eu os conheci através de um amigo, o Pedro Paulo Rosa, autor de “O Hélio”, e quando aceitaram “A Irmandade”, decidi fazer com eles sem pensar duas vezes. 

Você acredita que os grupos de tradução e digitalização de livros cometem crime ou ajuadam aqueles que não podem ter as obras a conhecê-las?

Eu não gostaria de falar desse assunto de um ponto de vista crime/ajuda, mas sob a ótica de uma autora que ralou muito para escrever sua obra, investiu muito financeiramente para poder ter seu livro publicado e vendido e realmente não gostaria de vê-lo sendo distribuído gratuitamente na internet. É muito trabalho, muito dinheiro gasto para o já difícil retorno inicial ser prejudicado por esse tipo de prática. Mas também não posso dizer que não entendo o motivo pelo qual isso é feito.

Quais livros não podem faltar em sua estante (ou Ipad rs)?

A trilogia de “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, “O Dia do Curinga”, de Jostein Gaarder, os livros de Dan Brown e, ultimamente, a obra completa de Sigmund Freud, já que estou quase me formando em Psicologia e pretendo ser Psicanalista. Ah, e os livros ficam na estante, faço questão de tê-los nas mãos, em papel, não acho que me renderei ao Ipad tão cedo! rs

Para você é preciso ser apaixonado pela literatura para se tornar um escritor?

É claro! Até porque sua maior escola geralmente acaba sendo outros autores que você admira e que te inspiram!

Com sua experiência qual o grau de dificuldade para uma pessoa comum conseguir ver seu livro publicado e reconhecido?

Numa escala de 0 a 10? 10! O mercado literário é realmente muito difícil! O escritor já sofre para conseguir uma editora, gasta muito dinheiro e precisa se esforçar MUITO para divulgar seu livro e fazê-lo aparecer para o mundo no meio de um número infinito de livros que surgem o tempo todo. Com muito esforço, dedicação e paciência, é possível chegar lá, e se o escritor não contar com um bom suporte financeiro, bons contatos ou uma acessoria profissional, é no trabalho braçal que ele conseguirá obter o reconhecimento que deseja. No meu caso, está sendo trabalho braçal mesmo! rs

Você já deixou claro que A Irmandade terá continuação, então quando finalmente os seus fãs poderão deixar de aguardar e o que eles poderão esperar de mudanças e novidades com relação a continuação da série?

Uma coisa curiosa é que eu não pensava em dar uma continuação a “A Irmandade”, esse é um livro que teria uma história única, mas eu ouvi pedidos de continuação de praticamente todos que leram e falaram comigo. Como ele termina de forma meio enigmática e aberta, as pessoas realmente me convenceram a fazer a continuação! Ela já está sendo escrita, estou no 3º capítulo, mas a publicação ainda vai demorar um pouquinho, já que meu próximo livro será “Sevilha”, como já estava nos planos quando lancei “A Irmandade”, e é nele que estou focando agora. 

Soubemos pelo seu blog que você está escrevendo um novo livro com ajuda de uma amigo. Como está indo este projeto e como é escrever "à quatro mãos"?

Meu amigo, Caio Gonçalves, e eu tivemos a ideia de nos juntar para escrever um livro quando eu comecei a faculdade, ou seja, há uns 5 anos. Nós nos conhecemos no 2º grau, quando eu já escrevia, e tivemos muitos papos sobre isso, até surgirem ideias para uma história concreta. Escrever um livro à quatro mãos está sendo uma experiência interessante e muito boa! Claro que há pequenos problemas de desencontros, porque para podermos avançar é preciso que os dois tenham tempo, o que faz com que o processo seja mais lento. A grande vantagem é que são 2 cabeças pensando, e o Caio é uma pessoa extremamente criativa, além de nos darmos muito bem e estarmos em sintonia quanto ao que queremos que seja este livro. Estamos muito ansiosos para esse lançamento, que deve ser no início do ano que vem.

A Maioria dos escritores deseja viver de literatura, você também tem este sonho?

Para ser sincera, não. Eu tenho uma outra carreira que escolhi para a vida, também, a Psicologia. Quero trabalhar como psicóloga clínica, psicanalista, que é a direção que dei à minha formação. Não sei como será minha vida de escritora (nem de psicóloga) no futuro, então não posso dizer que isso nunca mudará. Hoje, porém, é assim que pretendo seguir: sendo escritora, publicando e escrevendo sempre, mas sendo também psicóloga. 

Bom é isso Vanessa, obrigado novamente e deixe alguns endereços onde os nossos leitores podem conhecer melhor você e seu trabalho.

Bom, vocês podem me encontrar no blog A Irmandade Online. Lá tem meus endereços de Twitter, Facebook, Skoob, Orkut e e-mail. 


Leia a sinopse de A Irmandade de Vanessa Santos

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