18 de setembro de 2011

Conan: O Bárbaro (2011) - Cinefilia Literária


A mais nova versão para o cinema, desta criação já clássica do escritor estadunidense Robert E. Howard, teve sua estreia na sexta dia 16 aqui em nosso País. Fui conferir na semana da pré-estreia e o que eu mais senti durante toda a exibição do filme foi sono, muito, muuuuito sono e cheguei realmente a dormir, tamanha era minha empolgação ;)

Robert Ervin Horward morreu deveras cedo, cometeu suicídio aos 30 anos, ao saber que sua mãe não sairia de um estado de coma em que estava, porém, mesmo em pouco tempo de vida deixou uma grande obra escrita no gênero que veio a ficar conhecido como Espada e Feitiçaria, suas estórias são repletas de temas ligados a aventuras e ao sobrenatural, influenciando até hoje vários escritores.

A primeira menção ao personagem Conan, é datada de 1932, Howard escreveu outras 19 histórias e um romance protagonizados pelo Bárbaro, outros escritores continuaram a obra de Howard após sua morte em 1936 e hoje em dia além de livros e filmes há também jogos e quadrinhos inspirados no Cimério, sim pois Conan nasceu na mítica Cimeria, na também mítica era Hiboriana. Assim como outro grande escritor muito lembrado do gênero fantasia J. R. R. Tolkien, Howard criou um mundo à parte para dar vida às suas personagens.

Aí vem Spoilers...

Então chegamos a este terrível filme, vale salientar que não se trata de um remake daquele protagonizado pelo musculosíssimo (na época) Arnold Schwarzenegger, este Conan 2011 é uma nova versão e é até mais condizente com a criação de Howard, ou seja, um homem astuto, forte, guerreiro destemido e sagaz, no filme de 1982 não enxergamos muito bem isso já que Schwarzenegger devido ao seu forte sotaque de então só fala cerca de cinco palavras, neste o ator escolhido para o papel Jason Momoa se mostra alguém mais, digamos determinado. Entretanto, não há mais muitos elogios a fazer, aliás nem este chega a ser tão fundamental assim. 

Vemos Conan criança pululante e fazendo cara de mal, hehehe, matando impiedosamente enquanto dá cambalhotas diversas, entediante.

Já adulto e musculoso, não chega a ser um ex-Mister Universo, mas dá pro gasto :) acompanhamos Conan em uma jornada de vingança contra @s responsáveis pela morte de seu pai e sua mãe, não se trata do tema tantas e tantas vezes batido, mas sim pela forma de contá-lo, é triste e desestimulante ter um personagem tão complexo e bem elaborado em sua origem e não ser bem explorado onde quer que seja, há elementos pra isso, o que foi que o Diretor pensou? E esse elenco terrível quem escolheu? Eram as perguntas que vinham à minha mente nos momentos em que eu acordava. Ahhhhhhh sim e a principal de todas: Cadê o 3D deste troço?????????? Pois é, a não ser a legenda todo o restante permaneceu inalteravelmente no velho e bom 2D, o que me leva mais uma vez à mesma conclusão: Esse povo é muito descarado oras, e eu muito, muuuito boba de acreditar, até hoje de vários filmes que vi, apenas Avatar valeu a pena assitir em 3D e detestei Avatar, mas James Cameron realmente se garantiu no quesito mencionado!

Então, para finalizar, se depois de ler estas linhas nada estimulantes você ainda quiser ir ao cinema conferir, faça isso do modo menos caro e boa sorte!


Ficha Técnica
Contos e livro: Robert E. Howard
Direção: Marcus Nispel
Elenco: Jason Momoa, Ron Perlman, Rose McGowan, Stephen Lang, Rachel Nichols, Bob Sapp, Leo Howard, Steven O'Donnell, Nonso Anozie, Raad Rawi, Laila Rouass, Saïd Taghmaoui, Milton Welsh, Borislav Iliev

2 comentários:

  1. Eu já torci o nariz pra este filme quando anunciaram o Momoa pro papel principal.
    Estão cada vez mais monótonas estas adaptações e remakes. O ganha-pão do momento em Hollywood chama-se "remake". Alguns totalmente desnecessários. Quando um remake é desnecessário, geralmente é caça-níquel.
    Vejamos se o novo Total Recall (com o Arnold tb) vai ser tão legal quanto o primeiro!

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  2. Bem, naum conhecia o tal de Momoa, ele nem estava tal mal assim, comparado com o resto, é claro :)

    Mas o q penso eh q falta criatividade a Hollywood, de tantos e tantos remakes feitos, pouquíssimos valem a pena, entaum pra q insistir? Oras, muita gente paga para ver bobagens, enqto ganharem rios de dinheiro td permanecerá igual.

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