26 de setembro de 2011

Batman 1 (Os Novos 52) - Crítica / Resenha


O título Batman é só mais um onde o herói e seus asseclas estão presentes, mas como é o único que leva o nome do herói em si sempre se espera que ali estará a melhor demonstração do que ele representa e do que ele é, mas a primeira edição pós-reformulação prefere enfocar mais na Gotham do que em seu principal personagem.

Gotham City aparece do início ao final da edição e junto com ela todos os seus curiosos espécimes que vão desde aos inimigos chegando ao próprio Batman e seu pequeno e curioso grupo de Robins e ex-Robins, que sempre incomodam quando avaliamos que são crianças arriscando a vida contra criminosos sádicos, mas isto já é uma outra história.

Batman 1 é uma interessante narrativa com teor investigativo que tem como protagonista a cidade e sua relação entre o crime e seu maior defensor. A opção é bem-vinda chega a ser bem feita, até a arte de Greg Capullo segue bem o estilo tendo os seus melhores momentos em tomadas amplas que abarquem confrontos e paisagens.

O problema é que a história é um mais do mesmo bem executado, não surpreende ou causa empolgação mas é fiel a personalidade do personagem e ao seus princípios soturnos e investigativos. Como uma história ela não desanima mas fica um pouco aquém daquilo que se espera de um início.

O roteiro de Scott Snyder é competente o suficiente para não incomodar mas opaco em demasia, não conseguindo gerar uma comoção para ler a edição seguinte uma vez que a  história não corre riscos e portanto não ousa ou se diferencia. É só mais uma história atemporal regular do Batman, mas, pelo menos, ali está o verdadeiro Batman.

O ponto mais relevante da hq fica por conta da arte bem resolvida de Capullo que se sai bem onde outros artistas tem maior dificuldade, ou seja, nas cenas de movimentos e confrontos que privilegiam um conhecimento anatômico. O que incomoda um pouco são os rostos das personagens que parecem ser deficitários quando comparados com o restante do cenário, todavia nada que impeça a satisfação com os traços com muitas hachuras e sombreamentos que sempre caem muito bem numa hq sombria.

Batman 1 é uma pequena história sem brilho que não gera polêmicas na mesma medida em que não empolga; é um homem morcego numa Gotham genérica que o suplanta. É, basicamente, a típica hq que pode melhorar e agradar a muitos mas que se inicia em uma primeira marcha excessivamente cautelosa e reticente.




2 de 5 (Fraco /  Regular)



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