7 de agosto de 2011

Insolência Quinzenal (Coluna) - "Ao Mover do Lápis"

Minhas letras.


1


Normalmente com meu lápis escrevo. Tomo dele na feitura de mais um artigo. Se pretende ser crítico julga. Para valer. Assim trabalho. Muitos olhos tortos ganho. De gente torta? Talvez... Insolência minha considerar o certo tudo que defendo. Que nem todo ser humano quando também o seu defende! Mas ao contrário de qualquer humana criatura digo bem dito: tenho categoria para me dar ao luxo de ser insolente. Na minha mão qualquer lápis se torna consciente do que põe grafado. De letra! Que nem um golaço.

Porém expressar meu belo parecer não consigo de primeira vez. Uma borracha tenho. Que serviço bom ela me presta! Do que não presta dá fim apagando.

Quem dera que todas as pessoas tivessem a sua!

Um lápis. Uma borracha.Tomará quem de mim a posição de descer o sarrafo no que vale nada? Gosto se discute! Sei que ninguém me convencerá do contrário. Na verdade quando diferentemente se diz... Ao ditado conhecido, ridículo por sua negação, meu desprezo. Sim: idiota quem o resguarda. Com audácia respondo quem o pior tenta tornar melhor ao preferir aquele no mérito deste. Se tens amor ao chulo diga: “Dou valor ao que não presta... Sou fã de porcaria”. Tão fácil! Mas não. Inversão de valores? É para já!

Com a questão do valor qualquer pessoa se defronta. Sempre. Constantemente. Que nem eu no momento presente. Nossas escolhas são o que são pois uma valorizamos mais em detrimento doutra. Se tal valor atribuído vem a ser de fato proponho discutir agora. Na base do lápis e da borracha.


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Prontas para provar... As roupas.Pois bem: traçar um adequado caminho na vida, pelo menos suposto, vem a ser difícil! Mais ainda: tracejar com grafita tendo de deixar endireitado no látex tal percurso. Quase ninguém habilitado para ter espírito crítico... Muita gente, demais até, prefere torto revestido de direito... Sem justificativas plausíveis! E das boas? Nem em sonhos. E pior: o torto se torna direito. Tarefa de poucas mentes, assim insolentes então, é sua cara dar a tapa para restabelecer o juízo: baliza do teste no qual não tiramos habilitação.

Verdade seja dita: preferível seria que qualquer pessoa pudesse fazer crítica. Por exemplo: crítica literária deve ser feita por quem lê. Com isso certamente ninguém precisaria tornar suas insolências públicas... Entretanto se precisa ler bastante. Com o tempo vem o bom senso do bom gosto. Todavia por um bando de pessoas imbecis, más leitoras, que nos resta? Meu lápis e minha borracha.

Meia dúzia sempre tentando pôr a gente nos eixos! Arbitrária? Sua mania de ser a sabichona: diversas vezes ao pedantismo chega. Quando não alguns desaforos indigestos dela suportamos... E daí? Desdiz o compromisso de quem educa: propor o mais acertado? 

CachaçaDe mulheres em lojas de roupas até mães ao cuidar de suas filhas as escolhas na maioria das vezes acertadas em cheio revelam o caráter natural do bom gosto. Que mulher gosta de sair cafona? Que mãe louca vai doar algo que não presta para sua filha? Das situações sem relação com a Literatura: duvido se ter mau gosto! Mulheres exemplares que fora do campo das Artes escolhem normalmente tão bem, exceto cônjuges, por qual motivo têm dedo podre com o mundo da leitura?

Nada digo dos machos pois sua leitura restrita se faz às embalagens das bebidas: contém álcool. Também ao placar do jogo de futebol.


3


Erro de Quem Ignora


O Quinze. Com quinze?Tudo bem: é pretensão demais querer definitivamente saber o melhor. Lidamos sinceramente com prejulgamentos: sempre. Quem ignora? Qualquer um, dois, três... Apesar de buscarmos o conhecimento nunca pela vida fugiremos de não saber algo. Por vezes até pecamos em supor algum saber: entretanto só suposição e nada mais.

Ignoramos o quê? Qualquer coisa. Mas insistimos em procurar saber. Desde saber a vida dos meus pares pelos compadres e pelas comadres até compreender o sentido da vida por quem faz Filosofia: gosto de tal perseverança nossa de revelar o que somos... Ou não! Se com paixão buscamos conhecer ao mesmo tempo desconhecemos. E quem nos dirá se tomamos ou não as escolhas acertadas?

Pois então: ignorância completa.

Também ignoramos isso?

Na busca do saber há responsabilidade contudo. Tenhamos honestidade de conhecer e revelar as nossas limitações e coragem para delas extrair algo que nos deixe menos ignorantes. E, partindo disso, contrapor às outras possíveis visões a nossa do que pode ser a realidade. Se nunca nos propuséssemos a tal confronto feito constantemente pelo largo dos tempos históricos estaríamos hoje que nem os indivíduos ancestrais da gente: nas cavernas. É fruto da consciência nossa situação cômoda se comparada com a do povo troglodita.

Que nossas escolhas tenham justificativas portanto. Sejam defensáveis. Admissíveis: aceitas ou não. Discutidas todavia seriamente. Para brigas evitar? Maturidade. Quando vamos perceber que do mal feito nada temos feito?

Mas enquanto não discutimos civilizadamente qualquer assunto sigo trabalhando com meu lápis. E minha borracha.

Raquel mandando-me fechar a matraca.Como nos és, Ignorância, prejudicial!

Prejudicial? Nada!

Ler então podemos em nossas escolas uma Raquel famosa qualquer hodierna por exemplo... 

Já dá para saber: outra Rachel prefiro.


4


De quem me lê não sei quais são os objetivos que pretende conseguir durante sua vida. Todavia sei dos meus. Quero compreender esta bagaça por onde nós nos metemos. Ou nos meteram. Sei lá! Que não nos metam, ou nos metamos, naquele canto... Sim: esperanças ainda tenho. Se não podemos contar com alguma metafísica redentora vamos nos virar então sós com alguma dignidade: que tal? 

Patricinhas: só que de Bervely Hills.Temos o que presta como também seu contrário. Duas perguntas daqui. Que presta? Que não presta? Nunca talvez saibamos em definitivo do valor verdadeiro das coisas. Entretanto não se pode cair em um exagerado relativismo sem comprometer a pedagogia. Precisamos educar! E com o melhor resultado de nosso julgamento. Desejo conseqüentemente que tal juízo seja baseado na sensatez de quem algo muito pondera.

Qualquer pessoa pode julgar bem. Ao cabo das enxadas afeitas minhas avós o conhecimento que detenho me proporcionaram. Bem... É medíocre. Contudo tal mediocridade se deve mais a minha preguiça. Sua responsabilidade nada tem a ver então. Elas, apesar de seus estudos quase nenhuns, deram-me condições a chegar aqui neste texto. Não é fácil conseguir qualquer rudimento de saber! É pena que quanto mais temos possibilidades em adquirir aprendizagem menos aproveitamos todas elas. Que confirmem as patricinhas de Boa Viagem, trancafiadas em um “shopping” sem conhecer bem assim do dia sua luz, o que digo!

São descerebradas?

No mínimo não podemos ter normalmente com elas uma conversa proveitosa.


5



Ao Correr da PenaLer Alencar e parodiar este depois: para quem entende bem meias palavras bastam. O lápis? A preferência. Pena ninguém mais usa. Da caneta desgosto. Digitar não é tão prático quanto. Minhas insolências: grafadas na grafita.

Sim: ao mover do lápis. Em prol de qualquer crítica bem feita.

Ler à vontade.No que resulta? Política.

Vais entregar em mão alheias o poder de decisão sobre teu viver?

O principal caminho nos dias hodiernos para se conseguir discernimento vem a ser o da leitura. Melhor também escrever. E debater enfim. Nada mais justificarei pois argumentos demais já foram apresentados aqui: principalmente nas entrelinhas...

Com tal pretensão ensino qual caminho se deve tomar. Onde vai dar? Eis uma situação crítica!







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