9 de julho de 2011

The Walking Dead (Série de TV) - Crítica


"The Walking Dead" é uma hq que consegue inovar mesmo falando do tema menos criativo da atualidade, superando até mesmo os vampiros, que é o apocalipse Zumbi. Com uma história realista, violenta e surpreendente Robert Kirkman fez de sua criação um objeto cultuado dentro do normalmente pouco produtivo ambiente das hqs atuais.

Tamanha foi a aceitação que "The Walking Dead" tornou-se série de tv com uma produção cuidadosa que não poupou gastos para tornar a adaptação uma história que agradasse espectadores e fãs da obra original. Só posso dizer que o programa da AMC alcançou o objetivo.

A série que conta com grandes nomes como Frak Darabont, que dirigiu o primeiro episódio (quase perfeito diga-se de passagem), atinge o público com os principais componentes da hq unindo realismo, violência e todo aquele discurso ético relativo a condição humana que as histórias de mortos-vivos costumam trazer.

O problema da série, porém, é quando ela ousa ser criativa ao colocar tramas próprias que inexistem no original, assim pode ser visto no fim da primeira temporada no forçado encontro dentro de um centro de sobrevivência onde um cientista é introduzido somente para dar um final mais grandiloquente fazendo explicações desnecessárias.

A série poderia ter optado por matar um dos protagonistas seguindo o exemplo do quadrinho, porém ela prefere mantê-lo.

O maior problema é que o ato de ter evitado a morte do personagem que ocorre na hq pode ser sintomático de uma possível falta de coragem da série televisiva em reproduzir fatos violentos ou mesmo traumáticos que são comuns na hq, e se isso realmente se confirmar "The Walking Dead" deixará de ser "The Walking Dead", simples assim.

De um primeiro episódio irrepreensível a um final de temporada meia-boca a série de tv conseguiu superar diversos desafios extremamente complexos inerentes ao objetivo de alcançar a fidelidade que alcançou deixando amantes de televisão e quadrinhos animados. Só espero que ela não tropece depois de ter trilhado um caminho tão penoso.


[3 de 5]

4 comentários:

  1. Minha principal crítica negativa a The Walking Dead, seriado, esclarecendo que não li a HQ, é ao tratamento dado às personagens femininas, as masculinas são mais interessantes, mais decididas e independentes, exceção feita talvez apenas à Andrea, porém é muito pouco, num universo com tantas possibilidades, é inadmissível hoje em dia em qualquer história que seja não haver mulheres realmente fortes, apenas continuar a insistir no velho clichê de: esposa de fulano, mãe de cicrano... afffffff...

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  2. Hmmm eu concordo, é uma falha até bastante minimizada na hq mas também existe sem dúvidas. Agora irá ser introduzida uma personagem mulher bastante forte nessa temporada, a Michonne, ou melhor provavelmente, já que não tenho muito ideia de quantos episódios do seriado corresponderão aos números dos quadrinhos.

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