8 de julho de 2011

Insolência Quinzenal (Coluna) - "Aconselhamento de Viagem"

Com Rafaela Clericuzi tomando chocolate quente.

Dificilmente viajo. Prefiro minha casa? Talvez estou sem oportunidades... Das poucas viagens por mim empreendidas a que gostei mais um ano completa: Garanhuns. E já lá de segunda vez! Um fim de semana durou: basta para qualquer espairecimento.

Com um livro fui tranqüilamente. Nos contratempos e nas horas vagas estava lá nas minhas mãos então diante de meus olhos que liam atentos uma parte sua. Fiquei satisfeito pois escolhi bem de qual tipo deveria ser. Tipo? Pois bem: adiante dou meu conselho de qual melhor leitura para conosco trazermos ao viajar.

Poesias: nenhumas. Em momentos de calma são preferíveis. Nas viagens a gama de sentimentos com os quais topamos não são cabíveis à concentração pedida se lemos versos. Ler poesia vem a ser um ritual! Portanto... Quebrar estesias? Nem pensar!

Romance mais afins? Muito menos. Por sua característica de comportar a totalidade de compreensão em um corpo textual bem extenso. Melhor é ler quando voltar ao lar do que carregar sobrepeso na bagagem. Enfadonho será certamente... Conseguirá disputar as atenções com as novidades do passeio? Duvido.

Quanto mais filosofia! Seu caráter de perseguir os assuntos abordados em profundidade diverge sobremaneira dos ambientes onde nos atentamos mais ao fugaz. Entretenimento destoa do questionamento radical sobre tudo. Das considerações devidas: sem elas. 

Quase caindo no parque Pau-Pombo.
Também dramaturgia não. Ideal da peça de teatro: ser encenada. Na cabeça pelo menos! Montar um palco muitas vezes em vários locais? Sem chance! 

Nem artigos de qualquer espécie: científicos, religiosos, jornalísticos... Deixemos as opiniões se restringirem a que lugar ir e qual cartão postal melhor de se tirar uma fotografia.

Vamos encerrar por aqui com os descartes. Inúmeros existem: ao menos para mim. E sei que seres humanos são capazes de ter até como leitura preferencial bula de remédio. Santa Maria: livrai-nos das pessoas hipocondríacas! Bem... Pode-se ler o que bem entender, ora! Mas assim mesmo minha dica vou dar. 

Uma coletânea de contos. Autorias diversas. Eis a leitura melhor!

São breves. Um podemos dar cabo mais ou menos em quinze minutos. E pela diversidade das autorias não nos enfadaremos com as repetitivas idiossincrasias literárias quando só com um nome lidamos. A todo momento nos é possível deixar a leitura sem criar expectativas em demasia pois encerramos ou vamos logo dar fim no conteúdo. Se for antologia gratificante será: leitura de verdade sendo leve não sendo medíocre.

Logo, propositadamente, não lembrei dos livros humorísticos nem daqueles que dão lições de como vencer na vida: raríssimos são bons.

Fábulas igualmente na proposta de levar cabem. Entretanto no conto mais estória temos. Tal parecer serve da mesma forma para máximas.

Enfim hei de desdizer o já dito. Nada de livro. Vou justificar. Ao levar o meu sabia que me faltaria companhia. Se digo tal coisa de quem viajou comigo também revelo que minha convivência com os seres humanos não é das melhores: quase nunca faço companhia por conseguinte. Como tinha reais interesses em Garanhuns sem contar com outro qualquer maior decidi nos tempos vagos ler. Exceto comprar livros ou fazer um sarau literário: pouca leitura recomendo. Diferentemente do que pratiquei consigamos dos momentos viajantes principalmente relações sólidas com as pessoas que nos acompanham ou ter algum contato legal com alguém dos sítios visitados.

Oxalá gente boba não sejamos! Ler? Após a viagem.



4 comentários:

Comente e Dê sua Opinião Sobre O Tema.

Lembrando que qualquer opinião com boa educação é muito bem-vinda, mas ofensas são excluídas.

(obrigado pela visita, volte quando puder)