25 de julho de 2011

Escritores Pelo Dinheiro - Ler é Compreender (Coluna)

(a verdadeira paixão dos escritores/ img; malcriados)
Hoje em dia escritores mentem bastante, não vou citar nomes aqui pois não quero criar polêmicas ou acusar alguém de hipocrisia sem ter uma confirmação absoluta, pois assim ponho em dificuldade minha reputação que já não é lá muito boa. Mas  está muito claro que muitos dos escritores famosos por aí não escrevem porque gostam ou porque desejam transmitir uma história interessante para seu público, eles tem como pretensão ganhar dinheiro (sério mesmo, que incrível....).

E não vou dar uma aqui de socialista e condenar o terror intrínseco da mais-valia promovido pelos porcos capitalistas que infestam nossa sociedade, e sim vou dizer que é válido escrever livro para ganhar dinheiro; já que nossa sociedade tem demanda porque não ofertá-la.

Uma dessas pessoas é a autora de O Segredo, Rhonda Byrne (não vou falar nomes, exceto este) que escreveu um livro cheio de pataquadas onde o que fala de válido é copiado das tradições mais antigas da humanidade. A obra é basicamente uma teoria da conspiração um tanto tosca baseada numa espiritualidade que faz vegonha à categoria.

A difernça de Byrne para as outras escritoras é que ela está realmente sendo antiética ao vender uma espécie de panacéia escrita para os males da sociedade quando não é, a nossa boa e velha propaganda enganosa. Mas o mesmo não pode ser dito dos escritores de ficção que copiam enredos e imbecilizam histórias visando o público, eles se aproveitam da inépcia dos leitores, ok, mas, em geral, não promotem que será uma obra-prima mesmo, a idéia é agradar.

Se tem alguém que merece ser condenado mais que eles somos nós leitores que escolhemos em meios a diversas opções válidas e benéficas a literatuta de oportunismo que visa o dinheiro e os lucros, claro que não somos os únicos culpados, toda a nossa educação e sociedade merece um crédito pela nossa dificuldade monstruosa em escolher as coisas direito, mas nós somos os protagonistas dessa história triste que difere das narrativas dos livros oportunistas que sempre terminam com todos felizem, tal qual as atuais novelas da Globo (e suas imitações que se multiplicam).

Não estou dizendo que quem faz sucesso não tem preocupação com qualidade ou que uma história que termina bem é ruim, essas regras que generalizam quase sempre estão erradas, mas temos que ficar cientes das coisas que ocorrem.

Tudo bem ler um livro meia-boca e mercenário, é um direito que nos assiste, todavia é necessário termos consciência de que aquilo que estamos lendo pode atender as demandas do mercado sem atender as demandas da qualidade. É por falta dessa consciência que muitos acreditam que um péssimo escritor é das letras um grande mago.



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