22 de julho de 2011

30 Críticas de Grandes Escritores À Grandes Escritores


Grandes mestres da literatura universal tem todo o direito de criticar outros grandes autores como qualquer outra pessoa, mas como são muito considerados costuma-se pensar que as suas ponderações dificilmente serão levianas ou que eles dirão absurdos.

Porém todo mundo sempre erra em razão de suas convicções e o que você verá abaixo  será uma demonstração disto; grandes escritores tendo visões negativas (erradas em sua maioria)  sobre outros grandes escritores, deixando claro que mesmo mestres literários podem escorregar em questões de literatura.

Você poderá ver abaixo a matéria originalmente publicada no site Flavorwire e traduzida pelo Ebooks Grátis que destaca 30 frases de autores criticando outros autores, alguns se repetem como os campeões de trollagem Vladimir Nabokov (Lolita), Virgínia Woolf (Mrs. Dalloway) e D. H Lawrence (O Amante de Lady Chatterley).

Gustave Flaubert (Madame Bovary) sobre George Sand (Mattéa):

“Uma grande vaca recheada de namquim”

Robert Louis Stevenson (O Médico e o Monstro) sobre Walt Whitman (Leaves of Grass):

“Ele escreve como um cachorro grande e desengonçado que escapou da coleira e vaga pelas praias do mundo latindo para a lua”

Friedrich Nietzsche (Assim Falou Zaratustra) sobre Dante Alighieri (A Divina Comédia):

“Uma hiena que escreveu sua poesia em tumbas”

Harold Bloom (A Invenção do Humano) sobre J.K. Rowling (Harry Potter):

“Como ler Harry Potter e a Pedra Filosofal? Rapidamente, para começar, e talvez também para acabar logo. Por que ler esse livro? Presumivelmente, se você não pode ser convencido a ler nenhuma outra obra, Rowling vai ter que servir.”

Vladimir Nabokov (Lolita) sobre Fyodor Dostoievsky (Crime e Castigo):

“A falta de bom gosto do Dostoievsky, seus relatos monótonos sobre pessoas sofrendo com complexos pré-freudianos, a forma que ele tem de chafurdar nas trágicas desventuras da dignidade humana – tudo isso é muito difícil de admirar”

Gertrude Stein (The Making of Americans) sobre Ezra Pound (Lustra):

“Um guia turístico de vila. Excelente se você fosse a vila. Mas se você não é, então não é.”

Virginia Woolf (Passeio ao Farol) sobre Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo):

“É tudo um protesto cru e mal cozido”

H. G. Wells (Guerra dos Mundos) sobre George Bernard Shaw (Pygmalion):

“Uma criança idiota gritando em um hospital”

Joseph Conrad (Coração das Trevas) sobre D.H. Lawrence (Filhos e amantes):

“Sujeira. Nada além de obscenidades.”

Lord Byron (Don Juan) on John Keats (To Autumn)

“Aqui temos a poesia ‘mija-na-cama’ do Johnny Keats e mais três romances de sei lá eu quem. Chega de Keats, eu peço. Queimem-o vivo! Se algum de vocês não o fizer eu devo arrancar a pele dele com minhas próprias mãos.”

Vladimir Nabokov sobre Joseph Conrad:

“Eu não consigo tolerar o estilo loja de presentes de Conrad e os navios engarrafados e colares de concha de seus clichês românticos.”

Dylan Thomas (25 Poemas) sobre Rudyard Kipling (The Jungle Book):

“O senhor Kipling representa tudo o que há nesse mundo cancroso que eu gostaria que fosse diferente”

Ralph Waldo Emerson (Concord Hymn) sobre Jane Austen (Orgulho e Preconceito):

“Os romances da senhorita Austen me parecem vulgares no tom, estéreis em inventividade artística, presos nas apertadas convenções da sociedade inglesa, sem genialidade, sem perspicácia ou conhecimento de mundo. Nunca a vida foi tão embaraçosa e estreita.”

Martin Amis (Experiência) sobre Miguel Cervantes (Dom Quixote):

“Ler Don Quixote pode ser comparavel a uma visita sem data para acabar de seu parente velho mais impossível, com todas as suas brincadeiras, hábitos sujos, reminiscências imparaveis e sua intimidade terrível. Quando a experiência acaba (na página 846 com a prosa apertada, estreita e sem pausa para diálogos), você vai derramar lágrimas, isso é verdade. Mas não de alívio ou de arrependimento e sim lágrimas de orgulho. Você conseguiu!”

Charles Baudelaire (Paraísos Artificiais) sobre Voltaire (Cândido):

“Eu cresci entediado na França. E o maior motivo para isso é que todo mundo aqui me lembra o Voltaire… o rei dos idiotas, o príncipe da superficialidade, o antiartista, o porta-voz das serventes, o papai Gigone dos editores da revista Siecle”

William Faulkner (A Cidade) sobre Ernest Hemingway (Por Quem os Sinos Dobram):

“Ele nunca sequer pensou em usar uma palavra que pudesse mandar o leitor para um dicionário.”

Ernest Hemingway sobre William Faulkner:

“Pobre Faulkner. Ele realmente pensa que grandes emoções vem de grandes palavras?”

Gore Vidal (O Julgamento de Paris) sobre Truman Capote (A Sangue Frio):

“Ele é uma dona de casa totalmente empenada do Kansas, com todos os seus preconceitos.”

Oscar Wilde (O Retrato de Dorian Grey) sobre Alexander Pope (Ensaio sobre a crítica):

“Existem duas formas de se odiar poesia: uma delas é não gostar, a outra é ler Pope.”

Vladimir Nabokov sobre Ernest Hemingway:

“Quanto ao Hemingway, eu li um livro dele pela primeira vez nos anos 40, algo sobre sinos, bolas e bois, e eu odiei.”

Henry James (A Volta do Parafuso) sobre Edgar Allan Poe (Os Crimes da Rua Morgue):

“Se entusiasmar com o Poe é a marca de um estágio decididamente primitivo da reflexão.”

Truman Capote sobre Jack Kerouac (On The Road):

“Isso não é escrever. Isso é só datilografar.”

Elizabeth Bishop (Norte e Sul) sobre J.D. Salinger (Apanhador no Campo de Centeio):

“Eu odiei o ‘Apanhador no Campo de Centeio’. Demorei dias para começar a avançar, timidamente, uma página de cada vez e corando de vergonha por ele a cada sentença ridícula pelo caminho. Como deixaram ele fazer isso?”

D.H. Lawrence sobre Herman Melville (Moby Dick):

“Ninguém pode ser mais palhaço, mais desajeitado e sintaticamente de mau gosto como Herman, mesmo em um grande livro como Moby Dick. Tem algo falso sobre sua seriedade, esse é o Melville.”

W. H. Auden (Funeral Blues) sobre Robert Browning (Flautista de Hamelin):

“Eu não acho que Robert Browning era nada bom de cama. Sua mulher também provavelmente não ligava muito pra ele. Ele roncava e devia ter fantasias sobre garotas de 12 anos.”

Evelyn Waugh (Memórias de Brideshead) sobre Marcel Proust (Em Busca do Tempo Perdido):

“Estou lendo Proust pela primeira vez. É uma coisa muito pobre. Eu acho que ele tinha algum problema mental.”

Mark Twain (As Aventuras de Huckleberry Finn) sobre Jane Austen:

“Eu não tenho o direito de criticar nenhum livro e eu nunca faço isso, a não ser quando eu odeio um. Eu sempre quero criticar a Jane Austen, mas seus livros me deixam tão bravo que eu não consigo separar minha raiva do leitor, portanto eu tenho que parar a cada vez que eu começo. Cada vez eu eu tento ler Orgulho e Preconceito eu quero exumar seu cadáver e acertá-la na cabeça com seu osso do queixo.”

Virginia Woolf sobre James Joyce (Ulisses):

“Ulisses é o trabalho de um estudante universitário enjoado coçando as suas espinhas”

William Faulkner sobre Mark Twain:

“Um escritor mercenário que não conseguia nem ser considerado da quarta divisão na Europa e que enganou alguns esqueletos literários de tiro-certo com cores suficientemente locais para intrigar os superficiais e preguiçosos.”

D.H. Lawrence sobre James Joyce:

“Meu deus, que idiota desastrado esse James Joyce é. Não é nada além de velhos trabalhos e tocos de repolho de citações bíblicas com um resto cozido em suco de um jornalismo deliberadamente sujo.”

Fontes: 

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