18 de junho de 2011

Um Novo Modo de Se Fazer Um Sarau - Insolência Quinzenal (Coluna)



Das Observações e dos Agradecimentos


Mariane Gondim, Sérgio Freire, Lisiane Pohlmann, Silvana Pinheiro, Roberta Simoni, Flávia Braun, Marcelo Soriano, Talita Prates e Patrícia Costa: meus agradecimentos pela colaboração na permissão de postar aqui suas postagens e fotos. Com gentileza souberam praticar algo que vem a ser difícil normalmente com os seres humanos: a partilha. De coração agradeço.

Para quem me lê: não é ranqueamento das participações no sarau literário do tuíter. As escolhas ou são aleatórias ou particulares demais para se considerar um exercício de crítica. Todavia minhas colocações para todas elas são possíveis interpretações aos pequenos textos. Espalhadas pelo grande texto da coluna tais participações dão mais ou menos ideia do que pôde ser o sarau. Boa leitura!




Para Saramago dedico.

Graças aos céus há quem faça valer o lugar da literatura nas Artes! E nos cantos onde menos esperamos encontramos tal... Criatura? Criadora. Criativa consegue nos meios julgados inadequados pela pedância louvores adequadíssimos às Musas.


Gondim


Da rede mundial de computadores lauréis virão.


Freire


Por um exemplo podemos o que digo compreender. 


Pinheiro


Um sarau por computadores? E fazer arte literária só com uma centena mais algumas dezenas de caracteres? Pois então! Acontecimento que rendeu sucesso: foi parar até nos temas mais comentados do tuíter enquanto durou nas duas horas previstas. Maravilhas foram postadas. Um novo modo de se fazer um sarau portanto.


Pohlmann


Mas diante de mim alguém saudosista dos velhos sarais argumenta.




“Sem calor humano? Bem... Onde vamos dançar aos pares? E qualquer artista parabenizar com apertos de mão ao menos? Aconchegarmo-nos em quem amamos ou podemos amar... Enfim: íntimo contato! Nada disto se pratica nas redes sociais. Sarau? Que nada!”.


Simoni


Todavia replico.


Braun


“Qual é! Pelas redes sociais as pessoas que conhecemos são de lugares tão diversos... As trocas das informações são enriquecidas com tal relação multicultural. Concordo na perda do calor humano presencial que certamente faz uma baita diferença. Porém... O calor humano não pode pela distância se dar? E... Quem sabe tal comemoração artística de conexões digitais não se transforme por um dia noutras festas ao modo tradicional? Só depende de quem participa procurar cada vez mais união. Assim saber então valorizar a participação de todas as pessoas que fazem parte da festividade”.


Soriano


Parabéns a quem organizou: Renan Pacheco, Daniele Freitas e principalmente Giselle Zamboni por colocar a bastante tempo seus esforços em revelar os talentos literários hodiernos por aqui na rede.


Costa


Sem esquecer os espaços oficiais de literatura digo que com aparências cadavéricas vão as artes nos lugares supostamente destinados para todas elas. Entretanto renascem das cinzas onde menos esperam as intelectualidades de “meia tigela” para pessoas amantes ainda delas...


Prates


A fênix literária pode sim agora ser o pássaro do tuíter.


"Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido" (José Saramago). Pedante não é. Contudo soube “queimar a língua”.





Gonçalves

7 comentários:

  1. A gente escreve para si, para dentro, mas se o outro reconhece, é dele.

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  2. Concordo plenamente contigo, Mariane. Só como contraponto digo: quem lê deve sua responsabilidade para com quem escreve. "Não citar a fonte é matar o rio" (Denison Mendes). Mais uma vez agradeço pela tua colaboração portanto.

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  3. Sim, sim! Eu falava a respeito de identificação, de tomar para si o sentimento. O sentimento, não a autoria.

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  4. Muito legal!
    Adorei a ideia de repercutir o sarau, analisando alguns textos.

    Tchau seu Sérgio!

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  5. Show, Sérgio!
    Podemos, sim, interagir e enriquecer através desse meio de comunicação tão interessante, que nos faz ser sucintos e exatos no texto, é uma boa maneira de exercitar a escrita. E poder interagir com vários escritores através desse canal é fantástico!
    O #SarauLetras365, dos organizadores Giselle Zamboni, Renan Pacheco e Daniele Freitas foi um acontecimento maravilhoso e emocionante! Adorei participar e o farei sempre que possível!
    Temos, sim, que partilhar nossas palavras e emoções, bem como disse a Mariane, sem deixar de exaltar o que o grande poeta Denison Mendes ( que participou extraordinariamente do Sarau e sempre nos presenteia com maravilhas poéticas no twitter ) comentou , sobre a autoria.
    Parabéns, mais uma vez , a todos vocês que promovem esse show que é a interação literária.
    beijos!!

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  6. Compartilhei lá no blog:
    http://www.oescrevivente.blogspot.com

    Abraços

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  7. Gostei de como gostaste da postagem, Flávia!

    Talvez fazer um texto sucinto possa ser um desafio que nos empolgue mais a sermos artistas.

    Beijos!

    Um aperto de mão para Renan mais um abraço para Marcelo: digitais.

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