30 de junho de 2011

Obrigar a Ler, Este é "Um" Problema - (Coluna) Ler é Compreender


Ler não é uma atividade considerada agradável normalmente e a isso se deve sua pouca difusão no Brasil. O problema é a união natural onde o estudante relaciona uma obra completamente fora de suas realidades intelectivas com um compromisso obrigatório do qual ele não pode escapar, basicamente uma daquelas coisas necessárias que devemos fazer durante a escola que em muitos casos não temos qualquer intenção de praticar.

Por outro lado, nós estamos constantemente nos expondo ao cinema e a música, só que de forma bem mais positiva pois é simbolo de entretenimento, neste caso a atividade é uma escolha completamente nossa e como tal tende a agradar.

Esse é um dos problemas classicamente mais enfrentados pela literatura clássica pois ela se transformou, para muitos, em sinônimo de atividades curriculares entediantes e enfadonhas quando expostas da forma inadequada como fazem os professores normalmente. Claro que os lecionadores não são os únicos culpados, existe toda uma extensa cadeia que é responsável pela perspectiva do livro como pena a se pagar para passar no vestibular mais próximo.

Neste sentido, novamente chego na questão dos livros de romance fantástico atual tão duramente criticados. Apesar de serem desconsiderados como obra de qualidade inferior (o que eu até concordo), eles desempenham um papel muito importante em retirar a imagem onerosa do livro enquanto objeto associado e alcançado por poucos, o livro juvenil com uma linguagem mais próxima denota que ler não apenas pode ser bom como pode ser também a atividade mais importante entre todas as demais.

Crepúsculo despertou em muitos adolescentes e jovens o apreço aos livros, bem como opções mais qualitativas como Harry Potter. O que eu quero deixar claro é que não adianta mandar alguém fazer algo esperando que um milagre aconteça, é preciso fazer a devida transição, em muitos casos, do universo ao qual a pessoa está acostumada para aquele onde ela precisa chegar.

É extremamente importante para uma difusão da literatura não tornar livros traumas e demonstrar que a literatura pode ser sim muito divertida e instigante, isso porém é complicado e, como bem sabemos,  extremamente raro de acontecer.


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