10 de junho de 2011

Bons Leitores na Infância; Bons Leitores Quando Crescem - (Coluna) Ler é Compreender


Por que o brasileiro lê tão pouco? A resposta para a pergunta não é complicada, a culpa é do nosso ensino sabidamente ruim que mal consegue suprir as necessidades mais básicas, que dirá formar leitores interessados e freqüentes.
Entretanto, existe uma maneira específica de se combater o tédio que os alunos sentem ao se depararem com os romances de Machado de Assis, Eça de Queirós entre outros, e a forma de se fazer isso é extremamente óbvia; estimular a leitura desde cedo.

Normalmente nossos estudantes só sentem a necessidade de ler uma obra literária quando estão se aproximando dos últimos anos de ensino médio, pois como se sabe esse período é seguido, em grande parte das vezes, por vestibulares e concursos e, nestas avaliações, sempre existem questões sobre obras literárias. Além disso o ato de confeccionar e interpretar textos, muito valorizado em exames como o "ENEM", vem deixar patente que uma formação mais baseada em leitura seria de grande ajuda para a melhoria do quadro educacional.

O problema é que nosso método de ensinar dificilmente trabalha com literatura infantil desde cedo, geralmente nesta idade a aprendizagem de leitura acaba ficando resumida ao livro didático quando todo o processo de alfabetização deveria ser acompanhado pela literatura pois ela possui o papel de mostrar a aplicabilidade daquilo que a criança aprende.

O mais interessante, realmente, é que este problema é metodológico, nossos professores  estão habituados a seguir regras antiquadas e qualquer tentativa de uma abordagem diferenciada acaba por ser frustrada diante do contexto pouco convidativo da escola.

Porém, existem exemplos de colégios que já conseguem melhores resultados, e mesmo em locais onde não houveram melhorias, como aquele em que estudei, planos de distribuição de livros ficcionais através do MEC ajudaram pelo menos a mim que fiquei com vários livros da coleção "literatura em minha casa" que seriam descartados.

Em suma, é completamente possível fazer com que os adolescentes gostem de leitura e possam "enfrentar" literatura clássica e não apenas os romances-febre que surgem todos os dias, basta que eles tenham uma experiência maior e isto começa na infância. No Brasil, aliás, boas opções não faltam para as crianças como os quadrinhos de Maurício de Sousa e toda a nossa literatura infantil de grande renome e qualidade que conta com nomes como Monteiro Lobato, Ziraldo, Ana Maria Machado entre tantos outros.

Em uma educação onde os textos literários são uma constante logo surgirá o hábito e com ele o aperfeiçoamento de raciocínio que fará com que nosso jovens saibam o valor da literatura clássica e que tenham a capacidade de descartar obras dispensáveis que estão em evidência.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente e Dê sua Opinião Sobre O Tema.

Lembrando que qualquer opinião com boa educação é muito bem-vinda, mas ofensas são excluídas.

(obrigado pela visita, volte quando puder)