3 de maio de 2011

O Direito de Ler Crepúsculo - [Coluna] Ler é Compreender

(boa ou ruim lê-la ou não é algo
que só interessa a você)
É comum ouvirmos pela internet e de forma geral julgamentos pessoais proferidos como verdades de fé; "tal livro é ridículo e quem lê é igualmente ridículo", e neste ponto não são poucas as vítimas deste tipo de proferimento, todavia atualmente os maiores alvos costumam ser os romances fantásticos voltados ao público adolescente e juvenil.

Crepúsculo, fenômeno de vendas da escritora Stephenie Meyer, é o judas desta literatura popular. O livro é o maior representante do gênero pois mescla uma história de amor fortemente idealizada com seres fantásticos e linguagem extremamente simples, características que acabaram por se tornar regras para várias outras sagas.

No entanto Crepúsculo não é o primeiro livro a abordar este tema, o ponto de incômodo é um só; o sucesso estrondoso que a obra obteve, assim surgiram todos os odiadores xiitas que veem a leitura da obra como exemplo claro do declínio intelectual da sociedade.

Eu mesmo não gosto de Crepúsculo e concordo com diversas críticas negativas atribuídas a obra, todavia faço questão de ressaltar um ponto que muitos críticos querem ignorar; você tem o direito de ler o livro que quiser quando quiser sem ser ofendido por causa disso. 

Não raramente constatamos injúrias fortes direcionadas aos leitores de Meyer como se ler Crepúsculo fosse uma espécie de pecado que não pode ser cometido, os que dizem isso parecem ignorar o óbvio da liberdade do sujeito ao coagir os leitores que jovens, no sentido de imaturos, acabam muitas vezes crendo em mundo de duas cores onde gostar ou não de uma obra literária torna-se, de forma absurda, um determinante do caráter e do conhecimento de um sujeito.

E só perceber como os fãs reagem as críticas, da mesma maneira que sofrem rebatem afirmando que todas as ofensas que recebem valem na verdade para os críticos, resultado; tanto fãs como odiadores partem para uma radicalidade, essa sim ignorante, onde há apenas duas posições extremas inteiramente conflitantes.

Ler, ver, ouvir ou seja lá,o que for coisas boas ou ruins é um direito, eu creio que Crepúsculo não seja bom  e posso estar errado, mas, independente disto, não muda o fato de você ou eu podermos escolher aquilo que seja mais agradável para uma atividade tão individual quanto a leitura. Eu mesmo leio hqs que para muitos são sinônimos de infantilidade e não nego que este, em geral, seja o público alvo destas publicações mas mesmo assim porque um adulto não pode agir como uma criança, aliás quem pode dizer o que é ou não algo que um adulto deve fazer.

Cabe a nós discordar e criticar, mas ofender alguém por uma preferência literária é incorrer no mesmo erro de quem preconceitualiza homossexuais por eles possuírem opção sexual diversa, em ambos os casos são realidades que afetam apenas a quem pratica e até onde o senso comum concorda o papel da minha liberdade não é tolher a liberdade do outro ou ofendê-lo por causa disso, é no máximo emitir minha opinião (que sempre pode ser falha) para que o outro decida o que é melhor para si.

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