8 de maio de 2011

Alice no País das Maravilhas (Filme - 2010) - Crítica / Adaptações


Adaptações de livros para o cinema dificilmente são tão boas quanto os originais literários, só que Tim Burton exagera ao extrair o mais importante de "Alice no País das Maravilhas" em seu filme homônimo lançado em 2010 e que por sinal colheu uma bela bilheteria.

No cinema não há grande parte dos elementos que consagraram os originais, os diálogos filosóficos e excêntricos estão ausentes, o mundo surreal só permanece na aparência porque na trama os personagens agem e unem-se em prol de um esteriótipo de batalha entre bons e maus, um conceito que a obra original não aborda desta forma por saber que o mundo é muito mais complexo que o maniqueísmo superficial que Tim Burton descreve.

Alice então não tem nenhum dos encantos que fizeram o sucesso da versão original, e a atuação fraca de Mia Wasikowska só deixa o personagem mais linear e entediante, a Alice torna-se uma adolescente com traços de melancolia e altas doses de apatia.

Vários personagens secundários ganham destaque pelas suas leituras interessantes mas todos estão distantes do original, exceto a rainha vermelha que ainda relembra a original, sobretudo no figurino, e o Chapeleiro Louco na atuação sempre competente de Johnny Depp

O filme é de uma aparência belíssima e encantadora com a assinatura do melhor que Burton pode fazer, pena que faz-se necessário um roteiro também e o que pode ser visto neste departamento é qualquer outra coisa que não "Alice no País das Maravilhas". No final há até mesmo um absurdo confronto que é a última cereja de uma produção que usa um clássico da literatura apenas como grife para contar sua própria pobre história.

Leia a Crítica do livro clicando aqui.

Ewerton Gonçalves

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