25 de abril de 2011

Contos Escolhidos (Machado de Assis) - Crítica


Para muitos Machado de Assis é o melhor escritor do Brasil, eu sou um destes apesar de admitir que isto não é um consenso. Todavia o importante aqui é revelar que opinar sobre livros de Machado é uma atividade em que já parto de um pressuposto positivo, ainda que me esforce para não fazê-lo, devido a minha simpatia pelo estilo de escrita do autor e pela sua qualidade patente, características impressas nos contos da coletânea "Contos Escolhidos" da editora Martin Claret.
O livro é composto de 25 contos mesclando histórias bem conhecidas como "Missa do Galo" e "A Cartomante" como outras não tão célebres mas que nem por isso possuem menos qualidade, aliás é nas obras desconhecidas que existem as grandes surpresas já que não há a expectativa tão alta. Eu poderia até destacar alguns contos menos conhecidos mas que são ótimos como "Teoria do Medalhão" e "Um cão de Lata ao Rabo" mas são tantos que a maioria pode receber muitos elogios.

Machado claramente se sente muito bem em narrativas breves, consegue imprimir sua ironia realista que é  divertida e profunda de forma irrepreensível na grande maioria das histórias, uma ou outra porém é um pouco inferior mas é natural e ruim estritamente não há nenhuma, o conto que possuir menos qualidade na publicação ainda pode ser tranquilamente como bom.

Neste contexto Contos Escolhidos ajuda também leitores mais reticentes, que não querem assumir o compromisso de ler um romance extenso, a conhecer as razões de tanta "tietagem intelectual" ao autor Carioca. Aviso de antemão que discordar dos méritos de Machado exige muita coragem, muita coragem e muita imprudência me arriscaria a dizer.

A coletânea para mim é uma obra chave, casa bem com a demanda de quem não é fã pela brevidade e aos admiradores do autor pela qualidade de sempre exteriorizada com diferentes tipos de narrativa e argumento.
Alguns até diriam que Machado seria melhor contista que romancista, eu pessoalmente não me arriscaria tanto, principalmente considerando a trilogia realista do autor que é praticamente irretocável, porém é inegável que nos melhores contos há  o nosso Machado em sua melhor forma.

Ewerton Gonçalves


3 comentários:

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