28 de agosto de 2010

The Walking Dead - Crítica / Resenha


Já havia escrito anteriormente sobre Walking Dead há mais ou menos 1 ano, mas, naquela época, a ideia do Leia Literatura era dar importância mais a minha opinião do que informar qualidades e problemas como venho expondo nas críticas atuais. Por esta razão, e pela importância desta hq, reescrevo este texto agora com o objetivo de deixar suficientemente esclarecido porque eu acredito que esta obra se trata de uma das melhores da atualidade.

Em The Walking Dead estão presentes os zumbis, mais do que em moda atualmente, no entanto não pense que o quadrinho surgiu assim num momento tão propício a estes seres fantásticos pois ele começou em 2003. Agora, mesmo não sendo tão recente, o título consegue se manter inovador pois até hoje foi uma das obras que melhor abordou a convivência com mortos-vivos para além daquela correria insana dos primeiros dias que vemos nos filmes.

Nas 90 edições (até então) o leitor pode ver muita ação e morte, mas sem nunca esquecer o desenvolvimento de personagens sempre cuidadoso e inteligente. Fica muito difícil não se identificar com as personalidades tão díspares dos sobreviventes, cada qual com seus conflitos internos e sendo obrigados a conviver juntos. Como todo o bom fã deste tipo de história sabe, o zumbi é apenas um ótimo ensejo para contar histórias sobre seres humanos em situações extremas, onde os dilemas morais se fazem sempre presentes; e é justamente isso de forma bem realizada que podemos observar nos roteiros de Robert Kirkman.

As situações inesperadas também merecem uma menção à parte. Mortes e reviravoltas ocorrem sem que qualquer um possa prever já que Kirkman adora tirar o conforto do leitor em diversas cenas que merecem aplauso pela ousadia e honestidade com a proposta de parecerem verdadeiramente reais. Não vou entrar em detalhes de quais sejam pois não gostaria de estragar o prazer de quem ainda não leu. Mas, você que já conhece, deve  se lembrar de uma cena marcante envolvendo mortes ou desmembramentos que o deixou com aquela sensação de incredulidade e satisfação.

Por fim, na história, é interessante perceber também a violência que é completamente patente. Parcialmente ocultos pelas cores em preto e branco, sangue, ossos e vísceras tem  espaço para ficarem evidentes em seu aspecto asqueroso e convincente. Ainda neste assunto também não se pode esquecer de mencionar a arte de forma geral. Assinada por mais de um desenhista (pois em certo ponto o primeiro deixa o título)  ela não se destaca em termos de técnica pois possui diversas dificuldades em representar movimentos e aspectos anatômicos. Todavia acaba funcionando por mostrar mortos-vivos bastante críveis e cenas com um traço rústico que condiz com a proposta. É a arte que não cria, mas que atende de maneira competente a demanda da boa história.

Assim, The Walking Dead é sem nenhuma dúvida a melhor hq de linha dos últimos anos que tive o prazer de acompanhar, uma história com muito potencial para atrair novos amantes aos quadrinhos e porque não à "causa zumbi". Para aqueles que já gostam dos gêneros citados é simplesmente obrigatória numa mistura de simplicidade e autenticidade que tem seus altos e baixos, mas que consegue se manter no sempre complicado limite da qualidade inegável.




4 de 5 (Muito Bom)



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente e Dê sua Opinião Sobre O Tema.

Lembrando que qualquer opinião com boa educação é muito bem-vinda, mas ofensas são excluídas.

(obrigado pela visita, volte quando puder)